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CDS concorda com fim das notas de 500 euros e quer saber posição do Banco de Portugal

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Alberto Frias

O CDS entregou esta sexta-feira no Parlamento um requerimento para saber qual a posição do Banco de Portugal sobre o tema e, no caso de este ser favorável à eliminação, para quando está prevista a retirada das notas de circulação. O partido alega que as notas de 500 euros têm uma grande predominância em atividades como o terrorismo, tráfico de armas, tráfico de drogas e corrupção

O CDS-PP manifestou-se esta sexta-feira favorável à eliminação das notas de 500 euros em estudo pelo Banco Central Europeu e entregou no parlamento um requerimento para saber qual a posição do Banco de Portugal sobre este tema.

De acordo com o requerimento, cujo destinatário é o Banco de Portugal, "o Conselho do Banco Central Europeu, através do seu Presidente, Mario Draghi, confirmou que se encontra a estudar a possibilidade da eliminação progressiva da nota de 500 euros de circulação na Zona Euro". Na segunda-feira, respondendo a um jornalista, Draghi garantiu haver “uma convicção crescente na opinião pública de que as notas de elevada denominação são usadas para fins criminosos".

Foi precisamente isso que o deputado do CDS-PP, Pedro Mota Soares, sublinhou à Lusa. "Vários estudos mais recentes indicam que as notas e 500 euros hoje têm uma grande predominância em atividades que o Estado deve combater, como terrorismo, tráfico de armas, tráfico de drogas, corrupção", referiu. "O CDS é favorável a esta eliminação mas queremos saber qual é a posição do Banco de Portugal no quadro do Banco Central Europeu numa discussão que está a acontecer agora e que nós esperamos que rapidamente leve à eliminação destas notas, de forma a podermos controlar estes fenómenos ilícitos", concretizou.

De acordo com Pedro Mota Soares, "hoje há uma grande discussão no quadro do Banco Central Europeu para a eliminação das notas de 500 euros porque se provou que estas não servem para o cidadão comum". Mas há vários argumentos que apontam noutra direção. Um deles é o facto de esta nota favorecer a poupança de quem não confia nos bancos - e hoje em dia há muita gente que não confia. Com o advento de taxas de juro extremamente baixas, ou mesmo negativas, há quem de facto prefira guardar o dinheiro em casa, como se explica num artigo publicado na quinta-feira no Expresso Diário, do jornal Expresso.

Para além de questionarem qual a posição e para quando a decisão do Banco de Portugal sobre o tema, os deputados do CDS-PP querem saber, no caso de ser favorável à eliminação, para quando está prevista "que seja efetuada a retirada das notas de circulação".

Interrogado sobre se acredita numa resposta célere sobre este tema, o deputado centrista foi perentório: "este tema está neste momento a ser analisado no Banco Central Europeu e todos os bancos centrais têm que participar nessa decisão". Para além de Mota Soares, assinam este requerimento os deputados Nuno Magalhães, Cecília Meireles, João Almeida e Telmo Correia.