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Morte de Diogo Seixas Lopes “é uma perda irreparável”

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José Mateus, presidente da Trienal de Arquitetura, lamenta a morte de uma pessoa “de uma cultura rara, muito ligado aos projetos, e envolvido nas causas da arquitetura e dos arquitetos como poucos”

O presidente da Trienal de Arquitetura de Lisboa, José Mateus, lamenta a morte do arquiteto Diogo Seixas Lopes, um dos curadores do evento, considerando-a uma "perda irreparável", devido à "personalidade rara, de forte envolvimento nos projetos".

Diogo Seixas Lopes, de 43 anos, morreu hoje de madrugada, em Lisboa, vítima de cancro, disse à agência Lusa uma fonte da Ordem dos Arquitetos.

Contactado pela Lusa, José Mateus, presidente da Trienal, lamenta a morte de uma pessoa "de uma cultura rara, muito ligado aos projetos, e envolvido nas causas da arquitetura e dos arquitetos como poucos".

Diogo Seixas Lopes era atualmente, com André Tavares, um dos arquitetos responsáveis pela curadoria da quarta edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa, prevista para decorrer na capital de outubro a dezembro de 2016, sob o título "A Forma da Forma".

"A maior homenagem que a Trienal lhe pode fazer é concretizar o trabalho feito por ele – que deixou concluído quase a cem por cento – da forma mais séria, profissional e extraordinária possível", afirma José Mateus.

Acrescenta que ao longo da preparação da 4.ª edição da Trienal, Diogo "estava consciente de que o desfecho poderia ser este", devido à doença. "Mas concordámos que uma boa forma de enfrentar esta fase difícil era manter-se ligado aos projetos, e foi o que ele fez. São projetos que ficam, e era uma forma construtiva de encarar o que se estava a passar", diz.

Diogo Seixas Lopes nasceu em Lisboa, em 1972, e era licenciado em arquitetura pela Universidade Técnica de Lisboa e doutorado pelo Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique.

Foi professor convidado na Universidade de Coimbra e na Universidade de Carleton, em Ottawa, e foi bolseiro do Centro Canadiano de Arquitetura e da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Fez parte da direção do "Jornal Arquitetos" e foi consultor da Garagem Sul do Centro Cultural de Belém e sócio, com Patrícia Barbas, da Barbas Lopes Arquitetos.

O escritório desenhou edifícios públicos e privados, remodelações, montagens de exposições bem como colaborações com outros arquitetos como Peter Märkli, e em conjunto com Gonçalo Byrne, concluiu a Requalificação do Teatro Thalia em Lisboa. Este projeto foi nomeado para os Icon Awards 2012, Designs of the Year 2013 e o Mies van der Rohe Award 2013.

  • Morreu Diogo Seixas Lopes

    Arquiteto de 43 anos era atualmente um dos responsáveis pela curadoria da 4ª edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa