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Pai das crianças mortas no Tejo nega as “barbaridades” de que foi acusado

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MANUEL DE ALMEIDA / Lusa

Progenitor, que é acusado pela ex-companheira de violência doméstica e abuso sexual das menores, enviou um comunicado a contar a sua versão dos acontecimentos. A mulher está a ser interrogada pela Polícia Judiciária - é suspeita de duplo homicídio

O pai das duas crianças - de 20 meses e três anos - que morreram no Tejo nega as acusações feitas pela mãe das meninas. A mulher foi esta terça-feira detida pela Polícia Judíciária por suspeita de homicídio das filhas, que levou consigo para o rio no início da semana.

"Vivo momentos de profunda dor. Perdi as minhas filhas. Tenho que defender a honra e o bom nome do pai da S. e da V., que só não fez mais porque não o deixaram", escreve num comunicado enviado às redações.

"Lamentavelmente, os meios de comunicação social estão mais focados sobre falsidades sobre a vida da minha família do que propriamente sobre o paradeiro da S., que, neste momento, ainda se encontra desaparecida. Nego, com todas as forças que ainda me restam, todas as barbaridades que estão sendo veiculadas em alguma da comunicação social relativas à minha pessoa", acrescenta.

"Desde a minha separação que procurei ser um pai presente e não faltar com nada às minhas filhas. Procurei-as e, sempre que me foi permitido, visitei-as. Pedi auxílio às instituições APAV, CPCJ e Tribunal de Família e Menores, que não quiseram ouvir-me, pessoalmente ou através dos meus advogados, nem nunca me procuraram."

Pede aos órgãos de comunicação para respeitarem o seu silêncio e acrescenta que quando se sentir capaz, "e em momento oportuno", prestará todos os esclarecimentos e informações.

A queixa da mulher, de quem estava separado desde o final do ano passado, foi apresentada à PSP, que comunicou o caso à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens. A bebé foi encontrada sem vida e a criança mais velha continua desaparecida.

"Em novembro, a mãe apresentou queixa por violência doméstica reiterada e disse ter suspeitas de que as duas meninas eram sexualmente abusadas pelo pai. A PSP sinalizou o caso à Comissão de Proteção de Crianças da Amadora, que, de acordo com a lei, o remeteu para o Ministério Público com carácter urgente", disse ao Expresso Fátima Duarte, da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco.