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Bárbara Guimarães pede recusa de juíza

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DECLARAÇÕES. A apresentadora foi criticada pela juíza responsável pelo processo de violência doméstica que a opõe ao ex-marido

Pedro Jorge Melo

Defesa da apresentadora suspeita de parcialidade da magistrada que conduz o julgamento

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Bárbara Guimarães vai entregar esta quinta-feira um requerimento que pede a recusa da juíza Joana Ferrer Antunes, que está a julgar o seu ex-marido, Manuel Maria Carrilho, alegando "suspeita de imparcialidade objetiva e subjetiva."

Este é o fundamento para o pedido apresentado pela apresentadora, depois de a forma como a juíza se lhe dirigiu na primeira audiência ter suscitado críticas de várias associações. A notícia foi avançada pelo "Diário de Notícias" e confirmada pelo Expresso.

A entrega do requerimento deverá determinar que a segunda audiência do julgamento, marcada para sexta-feira, não terá lugar. O Ministério Público terá igualmente entregado um pedido de recusa de Joana Ferrer, diz o “Diário de Notícias”.

Na primeira sessão do julgamento, na sexta-feira em Lisboa, a juíza perguntou a Bárbara Guimarães quando é que as coisas "mudaram".
"Confesso que estive a ver fotografias do vosso casamento", disse Joana Ferrer, e tudo parecia maravilhoso. “Parece que o Professor Carrilho foi um homem, até ao nascimento da Carlota [a segunda filha do casal], e depois passou a ser um monstro.” Ora “o ser humano não muda assim”, disse a juíza.

A Associação Portuguesa de Mulheres Juristas manifestou esta segunda-feira “preocupação” com algumas expressões usadas pela juíza “pelo que estas revelam sobre a persistência de pré-juízos desconformes com o legalmente estipulado sobre o modo de agir com vítimas de violência doméstica”.

A Associação disse "estar crente que o decurso da audiência de julgamento fará jus ao modo adequado de conclusão dos atos judiciais conforme à consideração e respeito por todos os intervenientes processuais”.

O antigo ministro socialista da Cultura Manuel Maria Carrilho, que se separou de Bárbara Guimarães em 2013 após um casamento de mais de 10 anos, é acusado de violência doméstica.

Segundo a apresentadora, os maus tratos físicos ocorreram entre finais de 2012 e 2013.

  • Até onde pode ir um juiz?

    “Censuro-a!” Foi assim que a juíza Joana Ferrer se dirigiu a Bárbara Guimarães, alegada vítima de violência doméstica. E pode? O estatuto dos magistrados admite pena disciplinar para o juiz que “causar perturbação no exercício das funções”. O Expresso foi ouvir vários magistrados e responsáveis de associações de apoio a vítimas