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Governo exige quotas para mulheres nas empresas cotadas

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MÁRIO CRUZ / Lusa

As empresas da Bolsa portuguesa terão de ter, pelo menos, um terço de mulheres na gestão

A vontade já constava no programa eleitoral do Partido Socialista e deverá, agora, concretizar-se nos próximos dias, quando o Governo apresentar um diploma para promover o equilíbrio de género nos cargos de direção das empresas cotadas em Bolsa. O objetivo é que, até 2018, 33% dos membros dos conselhos de administração das cotadas sejam mulheres.

A garantia é dada esta terça-feira pelo ministro-adjunto Eduardo Cabrita que, em entrevista ao "Diário Económico", adianta que este será "um primeiro objetivo", traçado para 2018. Depois, haverá uma segunda fase, com horizonte em 2020.

O governante admite que não se pode esperar pela autorregulação, daí que o Governo decida agora avançar com a medida para as cotadas. Mas a missão, diz Cabrita, é mais ambiciosa: o objetivo é que a paridade de género seja uma realidade, não apenas nas empresas da Bolsa nacional mas também "nas empresas do sector público e administração direta e indireta do Estado e demais pessoas coletivas públicas”.

O diploma será apresentado à Concertação Social, para ser discutido com as centrais sindicais e as conferações patronais.

Atualmente, não existe nenhuma mulher na liderança das cotadas do PSI-20, o índice de referência do mercado de capitais em Portugal. Ana Fernandes, então presidente-executiva da EDP Renováveis, foi a última mulher a liderar uma empresa do PSI-20. Saiu da filial da EDP no início de 2012, sendo substituída por João Manso Neto.