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Circulação ferroviária mantém-se com perturbações devido ao mau tempo

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PAULO NOVAIS / LUSA

A linha do Norte continua submersa em Alfarelos, na sequência da subida do caudal do Mondego. Noutras zonas afetadas pelas cheias há limites à velocidade de circulação. Além de comboios suprimidos verificam-se ainda atrasos nesta segunda-feira um pouco por todo o país

“A circulação ferroviária ainda está longe de ficar normalizada”, diz ao Expresso Ana Portela, porta-voz da Comboios de Portugal (CP). O mau tempo registado este domingo afetou a circulação de comboios - dando origem a supressões e atrasos - que ainda se mantêm em parte esta segunda-feira. As linhas do Norte e do Vouga são as mais afetadas.

“Diz-se que o mau tempo acabou e que a situação está regressar à normalidade, mas isto infelizmente ainda está muito complicado. Há pouco reabriu a linha do Vouga e pouco depois caiu uma árvore”, afirma a responsável, garantindo que estão a ser feitos todos os possíveis para resolver as situações.

Além da supressão de comboios há pontualidade reduzida, uma vez que muitos comboios saem do Norte, onde se verificam perturbações na circulação. Só os comboios que partem da estação do Oriente, em Lisboa, é que circulam sem problemas.

A linha do Norte continua submersa na zona de Alfarelos, na sequência da subida do caudal do Mondego. Há necesidade de transbordo entre Pombal e Coimbra e foi suprimido o serviço urbano entre Figueira do Foz e Coimbra.

“Logo que se verifique a descida das águas e após vistoria da linha será reposta a circulação ferroviária. Nas últimas 24 horas apenas se verificou uma descida de 10 cm no nível das águas”, explica em comunicado a Infraestruturas de Portugal, que gere a rede ferroviária.

Entretanto, a circulação na linha do Vouga foi reaberta esta tarde, mas com limitações. Noutras zonas afetadas pelas cheias foram também impostos limites à velocidade de circulação dos comboios.

A Infraestruturas de Portugal assegura que as suas equipas continuarão a trabalhar para procurar restabelecer todas as interrupções. “Quanto às vias submersas, temos de aguardar a descida das águas para reposição das condições de circulação”, sublinha.

Questionada sobre os prejuízos estimados, fonte da Infraestruturas de Portugal diz ao Expresso que ainda não foi feito esse levantamento. “Já não há danos na via férrea, os trabalhos têm sido feitos logo na altura na sequência da queda de árvores e da chuva intensa”, adianta o mesmo responsável, desvalorizando a questão da prevenção. “São situações climátericas extremas - foi muita chuva num curto espaço de tempo.”