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Miguel Relvas e Sérgio Monteiro na lista de contactos proibidos do caso Veiga

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António Pedro Ferreira

Paulo Santana Lopes, um dos arguidos do inquérito-crime sobre corrupção internacional relacionado com o Congo, está impedido pelo Ministério Público de falar com o ex-ministro e o ex-secretário de Estado do PSD. Antigos governantes negam qualquer ligação

São os dois únicos nomes de políticos portugueses que aparecem mencionados no processo-crime que levou à prisão do ex-agente de futebol José Veiga e ao pagamento de uma caução de um milhão de euros pelo seu sócio Paulo Santana Lopes. Na lista de contactos com quem o irmão do ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes foi proibido de falar pelo Ministério Público constam Miguel Relvas, atual consultor de negócios e ex-ministro adjunto de Passos Coelho, e Sérgio Monteiro, consultor do fundo de resolução do Novo Banco depois de ter sido secretário de Estado dos Transportes nos últimos quatro anos.

Os dois antigos governantes negaram ao Expresso qualquer relação com os principais arguidos da Operação Rota Atlântico, a investigação do DCIAP sobre suspeitas de corrupção internacional e branqueamento de capitais que envolve o governo do Congo e um grupo privado brasileiro, a Asperbras, da família Colnaghi.

Na lista de proibição de contactos de Santana Lopes estão ainda todos os administradores e funcionários do Novo Banco (incluindo o seu presidente, Stock da Cunha) e do Banco Internacional de Cabo Verde — antigo BES Cabo Verde —, que foi vendido por 13,8 milhões de euros a uma sociedade com sede no Canadá cujo beneficiário é José Veiga.

Saiba mais na edição deste sábado do Expresso