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PJ faz buscas no Banco Carregosa relacionadas com o caso José Veiga

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Operação policial teve como objetivo a recolha informações sobre um cliente da instituição bancária do Porto

A Polícia Judiciária e o Ministério Público realizaram buscas na sede do Banco Carregosa, no Porto. A operação está relacionada com a operação "Rota do Atlântico", que investiga os empresários José Veiga e Paulo Santana Lopes, confirmou o Expresso junto de fonte oficial da investigação.

De acordo com a agência Lusa, as buscas visaram recolher informações sobre um cliente da instituição. "Uma equipa de investigadores do Ministério Público e da Polícia Judiciária apresentou-se hoje no banco com um pedido de informação sobre determinada personalidade que é cliente", disse uma responsável do banco, especificando que, como as autoridades se fizeram acompanhar de um mandato de um juiz para o efeito, foram-lhes transmitidas as informações solicitadas.

"A informação recolhida não é sobre o Banco Carregosa, mas sim sobre um cliente", sublinhou a mesma fonte, invocando a questão do sigilo bancário para não revelar a identidade da pessoa em causa. A operação está relacionada com a investigação ao empresário José Veiga, num processo com indícios de lavagem de dinheiro, corrupção, entre outros crimes.

"As buscas estiveram a cargo da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, da PJ, e incidem sobre negócios internacionais associados ao petróleo, mercado imobiliário, mercado financeiro e compra do Banco Internacional de Cabo Verde, um participado do Novo Banco", diz o “Jornal de Notícias”, que avançou com a notícia.

O empresário José Veiga foi detido na semana passada, assim como os advogados Paulo Santana Lopes e Maria Barbosa. No âmbito de um inquérito, dirigido pelo Ministério Público, do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) realizaram-se várias diligências, designadamente cerca de três dezenas de buscas a domicílios e sedes de empresas, a uma instituição bancária e a três escritórios de advogados. Os detidos, alegadamente, celebravam contratos de fornecimento de bens e serviços relacionados com obras públicas, construção civil e venda de produtos petrolíferos, entre diversas entidades privadas e estatais.

Os proventos gerados com esta atividade eram utilizados na aquisição de imóveis, veículos de gama alta, sociedades não residentes e outros negócios, utilizando, para o efeito, pessoas com conhecimentos especiais e colocadas em lugares privilegiados, ocultando a origem do dinheiro e integrando-o na atividade económica lícita, acrescenta o documento. Na operação foram ainda apreendidos vários imóveis, viaturas de alta gama e saldos bancários.