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Sociedade

Governo acaba com polémico sistema de avaliação dos centros de investigação

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Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

MANUEL TELES / Lusa

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior apresenta esta quarta-feira a Carta de Princípios que muda tudo na Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Virgílio Azevedo

Virgílio Azevedo

Redator Principal

Processos de avaliação exigentes dos centros de investigação, cumprindo padrões internacionais e “respeitando regras claras e transparentes reconhecidas pela comunidade científica e credibilizando a prática da avaliação científica independente”, é uma das principais orientações da Carta de Princípios da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

O documento é divulgado esta quarta-feira por Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, na tomada de posse do novo Conselho Diretivo da FCT, a principal agência pública de apoio à investigação científica feita em Portugal, que passará a ser presidida por Paulo Ferrão, professor catedrático do Instituto Superior Técnico e diretor nacional do Programa MIT–Portugal desde 2006. Este programa é uma parceria na área dos sistemas de engenharia entre várias universidades portuguesas e o Massachusetts Institute of Technology (EUA).

A Carta de Princípios, que será depois apresentada por Manuel Heitor no Parlamento, exclui “o uso irresponsável e acrítico de métricas para fins de avaliação” — uma crítica direta às orientações adotadas pelo anterior governo na FCT — e garante “processos sérios de avaliação que permitam a utilização dos seus resultados como ferramenta de gestão estratégica no interior das instituições de investigação”. O objetivo é “dar mais confiança” ao sistema científico e tecnológico nacional.

“Vamos abrir um novo ciclo de avaliação e acabar com os graves problemas de falta de correspondência entre avaliação e financiamento dos centros de investigação”, afirma Manuel Heitor ao Expresso.