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Sociedade

FCT vai mudar tudo na ciência portuguesa

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Tiago Miranda

Governo apresenta Carta de Princípios no Parlamento que adota todas as recomendações da comunidade científica

Ultrapassar a precariedade dos contratos de trabalho, estancar a fuga de cérebros, basear a avaliação dos centros de investigação na qualidade e em avaliadores independentes das respetivas áreas, envolver a participação da comunidade científica na definição de estratégias e atividades e aumentar o financiamento à ciência vão ser as novas apostas da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), a principal agência pública de apoio à investigação científica feita em Portugal.

A FCT vai passar por um processo de mudança profunda nos seus objetivos e funcionamento. Paulo Ferrão, o novo presidente nomeado na quinta-feira pelo Conselho de Ministros, tomará posse a 10 de fevereiro, no mesmo dia em que Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, apresenta no Parlamento a Carta de Princípios da Fundação. O documento adota todas as recomendações feitas no relatório apresentado a 27 de janeiro pelo Grupo de Reflexão sobre o Futuro da FCT, que integra 38 conhecidos cientistas de todo o país.