Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Zika na saliva e na urina

  • 333

A possibilidade de a transmissão ocorrer através de fluidos corporais está em estudo, mas a presença do vírus já foi confirmada. E, enquanto não há maiores provas, a recomendação é para não beijar pessoas com suspeita de contaminação

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), principal instituição brasileira na investigação de doenças infeciosas, anunciou esta sexta-feira que o vírus zika foi detetado de forma ativa na saliva e na urina de pacientes infetados.

Foi convocada uma conferência de imprensa no Rio de Janeiro para informar que a descoberta aconteceu nas amostras de dois doentes com sintomatologia de infeção por zika. Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz, assumiu que a descoberta deverá mudar os parâmetros de investigação de uma vacina, mas sublinhou que ainda não é possível garantir que o vírus seja transmitido através destes fluidos corporais.

“O facto de haver um vírus ativo com capacidade de infeção na urina e na saliva não comprova ainda a contaminação de outras pessoas, o que ainda precisa de ser esclarecido”, afirmou o responsável.

Na sequência das investigações que têm sido desenvolvidas pela fundação, foi já lançado o alerta de que mulheres grávidas deverão evitar grandes aglomerações populacionais, onde seria possível o contato direto e a transmissão através da saliva.

Além disso foi recomendado que pessoas que tenham uma convivência próxima com doentes infetados com zika devem evitar o uso dos mesmos talheres, copos e objetos de uso pessoal. Ou até mesmo beijar pessoas com suspeita da doença.