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Bactéria que matou três pessoas em Gaia chega ao hospital de Coimbra

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Há 24 doentes portadores da bactéria klebsiella pneumoniae no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Hospital confirma que já houve vítimas mortais

“Não há surto”, como aconteceu no ano passado em Gaia, mas já há 24 doentes portadores da bactéria klebsiella pneumoniae com KPC internados no Centro Hospital e Universitário de Coimbra (CHUC). As informações são confirmadas por aquele hospital e citadas na edição desta terça-feira do “Jornal de Notícias”.

Depois de no ano passado mais de 100 doentes terem contraído a bactéria em causa no Centro Hospitalar de Gaia, num surto que resultou em três mortes, o CHUC dá conta de que os 24 colonizados (alguns deles infetados) estão isolados para prevenir a disseminação da bactéria, havendo ainda cinco colonizados (sem infeção) internados em Cuidados Intensivos por outras causas clínicas.

Conforme avança o gabinete coordenador local do Programa de Prevenção e Controlo das Infeções e das Resistências ao Antimicrobianos do CHUC, em Coimbra a bactéria também já fez mortes, embora o número não seja conhecido. No entanto, a mesma fonte garante que nestes casos os doentes tinham quadros clínicos graves com várias patologias e idades avançadas e que não há razão para “alarmismo social”.

Medidas excecionais para enfrentar a bactéria

A bactéria em questão é muito resistente a antibióticos e uma vez contraída pode evoluir para uma infeção, o que, segundo o CHUC, já aconteceu a “uma fração” dos colonizados internados naquele centro hospitalar. Por isso, o conselho de administração do CHUC confirma já ter constituído uma “task force” para acompanhar a situação e implementar medidas de rastreio e contenção – por exemplo, o isolamento físico dos colonizados, a adoção de equipamentos específicos e vestuário descartável, a desinfeção de vestuário e superfícies e um espaço de isolamento no Serviço de Medicina Intensiva com equipas permanentemente dedicadas a estes casos. Para mais, adianta o matutino, diariamente é feito um rastreio a todos os doentes que contactaram com algum portador da bactéria – a transmissão é feita através de secreções ou contacto direto.

No ano passado, o Centro Hospitalar de Gaia foi palco do maior surto da bactéria alguma vez resgistado em Portugal. A 8 de janeiro deste ano, quatro meses depois do início do surto, havia um infetado e 43 colonizados no hospital.