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Pedidos de ajuda não impediram nove mulheres de serem mortas pelos maridos

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Marcos Borga

A apresentação de queixa às autoridades aumenta o risco das mulheres que são alvo de violência doméstica e essa situação deveria ser gerida de outra forma pelas autoridades, defende um técnico da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima,

Das 25 mulheres que foram assassinadas pelos maridos, amantes ou companheiros em 2015, nove tinham apresentado queixa à polícia, segundo referem dados da Procuradoria-Geral da República referidos esta segunda-feira pelo jornal “Público”.

Em alguns casos a queixa foi apresentada poucos meses ou dias antes dos homicídios. A situação mais extrema ocorreu em Setúbal, onde uma mulher de 52 anos foi assassinada no mesmo dia em que apresentou queixa à PSP.

“O risco aumenta quando as mulheres apresentam queixa”, indicou Daniel Cotrim, psicólogo da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) ao jornal. “Gerir o risco é promover a proteção, Quando as pessoas apresentam queixa, imediatamente deviam ser referenciadas por uma organização de apoio à vítima que pudesse reforçar a sua proteção”, acrescentou, lamentando ainda que estas mulheres continuem a ter dificuldades em ser ouvidas pela Justiça.