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As aparências enganam?

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Aqui está o primeiro elemento da mais recente fornada de smartphones Nexus, os telemóveis “oficiais” da Google. Rápido, mas sem o fator “luxo” dos topos de gama

d.r.

Os modelos Nexus são os smartphones que a Google utiliza para “puxar” pelo mercado, apresentado a mais recente versão do sistema operativo Android e, em consequência, novas funcionalidades. Servem como referência para as outras marcas e são indicados para os utilizadores que procuram terminais com um sistema operativo “limpo”, sem as personalizações normalmente aplicadas pelos grandes nomes do mercado. São, portanto, os telemóveis mais próximos da experiência de utilização preconizada pela Google.

Mas não é a Google que fabrica os telemóveis. O gigante norte-americano recorre a parceiros, normalmente fabricantes com provas dadas, para produzir os Nexus de acordo com as especificações da Google. Neste caso, escolha recaiu sobre a LG.

Melhor por dentro do que por fora

Corpo de plástico e arestas vivas. Os cartões de visita deste Nexus não são muito cativantes. Ao segurá-lo sentimos que este não é, mesmo, um topo de gama. Aliás, não conseguimos perceber como é que este telefone tem este preço com esta qualidade de construção e com esta capacidade de armazenamento (apenas 16 GB!).

A escolha do processador é o grande trunfo deste terminal. A LG e a Google optaram, bem, pelo Snapdragon 808. Tem menos núcleos que o 810 (presente em vários terminais de topo do mercado), mas está provado que consegue manter-se em velocidades altas durante mais tempo porque tem uma dissipação de calor mais eficiente. Ou seja, o Nexus 5X não aquece rapidamente e tem um desempenho bastante bom.

O ecrã deste Nexus não é muito ambicioso. Ficou-se pelo Gorilla Glass 3 (o outro Nexus mais caro usa a geração mais recente) e é só Full HD. O comportamento das câmaras é bom e o sensor de impressão digital é bastante preciso.

Atualizadíssimo!

O acesso à versão mais recente do Android (e às atualizações) continua a ser a grande mais-valia para quem compra um Nexus. E aqui temos o privilégio de mexer, pela primeira vez, na versão 6 deste sistema operativo. Está muito mais polido, mas nós, portugueses, continuamos a ficar de fora das melhores novidades. Como é o caso do Now on tap, a integração de buscas contextuais dentro das mais variadas aplicações (sem ter de as fechar), que só funciona bem com o idioma do telefone definido para português.