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Novos brinquedos são “mais democráticos”

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DANIEL KARMANN / EPA

Bonecos da Lego em cadeiras de roda e Barbies baixas e roliças são duas das novidades de 2016. “É uma forma de democratizarmos os brinquedos”, aplaude o psicólogo Eduardo Sá

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Ultrapassado o meio século de vida, a Barbie, a boneca mais famosa do mundo, passa a existir em três versões de corpos diferentes, um mais alto, outro mais baixo e outro curvilíneo, e conta ainda com sete novos tons de pele (já as havia brancas e negras) e com mais de duas dezenas de cores de olhos e de estilos de penteados. Também a Lego inovou em resposta ao mercado. Um boneco em cadeira de rodas será a primeira figura com deficiência a integrar a coleção "Diversão No Parque".

Estas novidades no mundo dos brinquedos são "uma forma de democratizarmos os brinquedos e de dizermos às crianças que não é por não terem linhas irrepreensíveis que não são bonitas", aplaude o psicólogo Eduardo Sá, lembrando também que "as brincadeiras servem para as crianças se aproximarem da realidade".

Também a pedopsiquiatra Catarina Cordovil sublinha "a excelente iniciativa, que permitirá diminuir o estigma associado a crianças portadoras de deficiência e assim desenvolver competências sociais e promover os processos de empatia".

MATTEL / EPA

Em comunicado, a Mattel justifica a aposta afirmando que "a Barbie é um reflexo do mundo tal como as raparigas o veem hoje". E Evelyn Mazzocco, diretora-geral da marca, defende que a empresa tem "responsabilidade para com as raparigas de refletir uma visão mais alargada da beleza". Esta pode ser também uma tentativa de impulsionar as vendas da icónica boneca, que têm estado em queda nos últimos três anos.

Também a Lego foi ao encontro do mercado. O novo boneco em cadeira de rodas vai ao encontro de uma petição pública online – #ToyLikeMe – que apelou à marca para que incluísse brinquedos representativos da diversidade. A campanha, lançada no ano passado nas redes sociais, lembrava que a Lego continuava a excluir a representação de 150 milhões de crianças com deficiência no mundo e que era necessária uma mudança cultural.

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