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Menina de 11 anos morre devido a “acontecimento repentino” na escola

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Caso ocorreu em Sintra na segunda-feira, óbito foi declarado esta quinta-feira. Causas da morte ainda não são conhecidas. Autoridades investigam

Uma aluna do 6.º ano da escola básica do 2.º e 3.º ciclos D. Pedro IV, em Monte Abraão (Sintra), morreu esta quinta-feira no hospital Santa Maria, em Lisboa, depois de na última segunda-feira ter entrado em paragem cardiorrespiratória no estabelecimento de ensino. Não se sabem para já as causas da morte e as autoridades estarão neste momento a investigar o incidente.

De acordo com um comunicado da escola, a aluna morreu ao final do dia desta quinta-feira "na sequência de um acontecimento repentino ocorrido na escola, durante o primeiro intervalo da tarde de segunda-feira". A morte foi comunicada esta sexta-feira ao Ministério da Educação.

"Era uma criança doce, simpática, boa colega, divertida e feliz. Era uma aluna responsável, empenhada e bem-comportada, que deveria ter podido continuar entre nós, feliz, em segurança, a aprender, a crescer e a brincar. A melhor homenagem que podemos fazer é guardar dela as melhores memórias. Não a esquecer", refere a direção da escola, adiantando que as bandeiras do agrupamento estarão içadas a meia haste.

O Expresso sabe que o diretor do agrupamento relatou ao Ministério da Educação que a aluna de 11 anos esteve envolvida num "arrufo" entre colegas, garantindo, no entanto, que esse episódio não justificaria em nada a gravidade do que viria a acontecer depois.

A chamada de socorro para o 112 foi feita às 15h09 de segunda-feira. De acordo com o INEM, a pessoa que fez o pedido afirmou que a aluna estava "a deitar sangue pela boca", desmaiada, mas a respirar. Na chegada ao local, o INEM solicitou "o apoio de uma Unidade Móvel de Intervenção Psicológica de Emergência".

Hugo Neves, 2.º comandante dos Bombeiros Voluntários de Queluz, disse ao Expresso que quando chegaram à escola a rapariga estava já a ser assistida por um funcionário. "Estava inconsciente", conta o voluntário. Foi levada para o hospital Santa Maria, em Lisboa, onde permaneceu em coma na unidade de cuidados intensivos.

Segundo relata o "Correio da Manhã", a jovem pode ter sido empurrada por um colega e terá batido com a cabeça num cacifo.

Em comunicado, o Ministro da Educação lamenta a morte da aluna e garante que a turma e a família estão a ser acompanhadas pelos órgãos da escola, incluindo o conselho geral e direção, bem como pela psicóloga do agrupamento.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, já enviou as condolências à família e acompanha as diligências para apurar as causas da morte desta aluna de 11 anos.

Contactado pelo Expresso, o presidente da associação de pais da escola, Carlos Lamego, não quis adiantar nenhum pormenor enquanto a "escola ou a família não reagirem oficialmente", limitando-se a dizer que a associação foi informada do incidente e que está a acompanhar o caso.

Comunicado da escola na íntegra

"J. era aluna do 6.º A, da nossa escola E.B. 2,3 de D. Pedro IV, e faleceu ao final do dia de ontem, 28 de janeiro de 2016, na sequência de um acontecimento repentino ocorrido na escola, durante o primeiro intervalo da tarde de 2ª feira.

A J. era uma criança doce, simpática, boa colega, divertida e feliz. Era uma aluna responsável, empenhada e bem-comportada, que deveria ter podido continuar entre nós, feliz, em segurança, a aprender, a crescer e a brincar. A melhor homenagem que podemos fazer J. é guardar dela as melhores memórias. Não a esquecer.

Durante uns dias, as bandeiras das escolas do Agrupamento estarão içadas a meia haste, e hoje, num momento da manhã e noutro da tarde, faremos um minuto de silêncio, como sinais de tristeza, de respeito e de homenagem.

Os que puderem, com apoio das respetivas famílias, poderão ir prestar homenagem à J. e mostrar solidariedade com a sua família.

A J. deixou de estar entre nós, mas as boas memórias, do seu sorriso, da sua alegria, das suas brincadeiras e da sua doçura, continuarão bem vivas entre nós.

Que, de acordo com a sua fé, Deus a acolha em felicidade e possa confortar, particularmente, os seus pais e irmão na sua dor."

Nota: o Expresso optou por retirar do comunicado o nome da aluna