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Costa quer ação rápida contra a poluição no Tejo

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RANCISCO LEONG/ AFP/ Getty Images

O primeiro-ministro manifestou esta sexta-feira preocupação com os sinais de poluição no rio Tejo desde 2015. “Temos que fazer trabalho articuladamente com Espanha, porque é um rio que partilhamos nas suas oportunidades, nos seus riscos e infelizmente também nas suas emissões”, diz António Costa

Em resposta a uma pergunta do PEV durante o debate quinzenal desta manhã,na Assembleia da República, António Costa admitiu que "há sinais preocupantes dos níveis de poluição" no rio Tejo. O primeiro-ministro sublinha, no entanto, que este mês foi criada uma comissão para "monitorizar e identificar as fontes e apresentar uma estratégia de controlo dessas emissões".

"Temos que fazer trabalho articuladamente com Espanha porque é um rio que partilhamos nas suas oportunidades, nos seus riscos e infelizmente também nas suas emissões", disse Costa. O chefe do Executivo afirma que espera ter os dados necessários para intervir no principal rio português com "a maior urgência".

Heloísa Apolónia, deputada do PEV, tinha defendido que o Governo português reclamasse junto das autoridades espanholas uma revisão da Convenção Albufeira, que estabelece os termos da cooperação para a "Protecção e o Aproveitamento Sustentável das Águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas".

No debate, o deputado do PAN André Silva voltou a questionar o primeiro-ministro sobre "os contratos de concessão de prospeção e exploração de petróleo e gás", saudando o Governo por ter anunciado que não irá celebrar mais contratos. No entanto, o deputado defendeu que o Governo deveria "reverter os contratos" por razões ambientais mas também devido aos impactos económicos na região do Algarve, nomeadamente no setor do turismo.

António Costa reiterou que "os contratos celebrados devem ser cumpridos" e que o governo já anunciou que não seriam celebrados mais contratos. "Nada de novo será feito sem a devida avaliação", assegurou o socialista.

  • O maior rio da península ibérica está a morrer?

    O Tejo sofre de múltiplas pressões humanas ao longo de todo o seu percurso e entra já debilitado na fronteira portuguesa. Nalguns troços, está moribundo por causa de baixos caudais e descargas poluentes. Em 2015, a poluição do principal rio português foi considerada um dos piores factos ambientais do ano pela Quercus. Mas a culpa continua a morrer solteira. No último ano, as autoridades ambientais receberam 38 denúncias por descargas, mas apenas uma fábrica teve atividade suspensa fruto de reiterada prevaricação