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DGS recomenda a grávidas que não viajem para zonas com zika

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IVAN ALVARADO / Reuters

Autoridade Nacional de Saúde admite que é real o risco de o vírus provocar malformações em fetos

Um comunicado da Direção-Geral da Saúde (DGS) enviado esta quinta-feira às redações reconhece que o recente "aumento da propagação de doença por vírus zika, sobretudo em países das Américas central e do sul, em particular Brasil e Colômbia, motiva preocupações na população". Por isso, as grávidas devem proteger-se.

"Perante a possibilidade desta doença causar malformações em fetos e a fim de eliminar este risco, a DGS recomenda que as grávidas não se desloquem, neste momento, para zonas afetadas", lê-se no documento. Os peritos acrescentam ainda que "caso tal não seja possível, devem procurar aconselhamento em consulta do viajante e seguir rigorosamente as recomendações dadas".

No comunicado, assinado pelo diretor-geral da Saúde, Francisco George, é ainda recomendado que "as grávidas que tenham permanecido em áreas afetadas devem consultar o médico de família ou o obstetra após o regresso, mencionando a viagem". Aos demais viajantes, pede-se cautela.

A picada do mosquito deve ser evitada, utilizando "vestuário adequado para diminuir a exposição corporal à picada (camisas de manga comprida, calças); optar preferencialmente por alojamento com ar condicionado; utilizar redes mosquiteiras; ter especial atenção aos períodos do dia em que os mosquitos do género Aedes picam e aplicar repelentes".

Sobre a aplicação de repelentes, é referido que crianças e mulheres grávidas podem utilizá-los "apenas mediante aconselhamento de profissional de saúde". "Não são recomendados para recém-nascidos com idade inferior a 3 meses" e, não menos importante, quem "tiver de utilizar protetor solar e repelente, deverá aplicar primeiro o protetor solar e depois o repelente".