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Casos de zika confirmados em Portugal sobem para seis

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MOSQUITOS Não há vacina para prevenir a infeção, nem medicamentos para combater os efeitos do vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti

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Caso mais recente foi identificado em Lisboa. Sintomas e sinais clínicos da doença incluem “febre, erupções cutâneas, dores nas articulações, conjuntivite, dores de cabeça e musculares”. E “há suspeitas (ainda não inteiramente comprovadas) de que a doença possa provocar alterações fetais durante a gravidez”. OMS vai reunir de urgência na próxima segunda-feira

Aumentaram para seis os casos de zika diagnosticados em Portugal. A infeção mais recente foi detetada num jovem médico que veio da Colômbia e que frequenta um mestrado no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em Lisboa. O aluno sentiu os sintomas depois de regressar de um período de férias naquele país, onde atualmente há zika e dengue.

Médico de saúde pública, o doente suspeitou de zika por ter as típicas manchas avermelhadas na pele, acompanhadas por sintomas gripais e que no seu caso foram muito intensos, e pediu aos colegas do instituto para que a análise fosse feita.

O primeiro teste deu negativo e os dois posteriores foram positivos, permitindo o diagnóstico no final de quarta-feira.

Todas as vítimas estão bem de saúde, sem complicações dos sintomas benignos habituais - como pequenas manchas na pele, febre ligeira e dores no corpo - e não incluem nenhuma grávida, grupo de risco pela possibilidade de microcefalia do feto.

Segundo a informação disponibilizada pelas entidades oficiais, a Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Ricardo Jorge, à exceção do sexto caso, a infeção foi adquirida no Brasil. Estão neste grupo dois homens e três mulheres, quase todos com mais de 40 anos. Sabe-se ainda que dois dos infetados estiveram na cidade de Fortaleza, no nordeste do Brasil.

A infeção zika surge através da picada do mosquito Aedes aegypti e não está confirmado que seja transmitida entre seres humanos através das relações sexuais e do sangue. Segundo a DGS, "os sintomas e sinais clínicos da doença são, em regra, ligeiros" e incluem "febre, erupções cutâneas, dores nas articulações, conjuntivite, dores de cabeça e musculares". Há ainda, "com menor frequência, dores nos olhos e sintomas gastrointestinais".

Os peritos da DGS acrescentam que "há suspeitas (ainda não inteiramente comprovadas) de que a doença possa provocar alterações fetais durante a gravidez, em particular microcefalia". E este é, para já, o que mais preocupa.

A Organização Mundial da Saúde, que vai reunir de emergência na próxima segunda-feira, já alertou que o zika não vai parar para já, prevendo-se a sua expansão pelo continente americano. Há registos confirmados da presença da infeção na Argentina, Brasil, Cabo Verde, Colômbia, El Salvador, Fiji, Guatemala, México, Nova Caledónia, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Samoa, Ilhas Salomão, Suriname, Vanuatu, Venezuela, Martinica, Guiana Francesa e Honduras.