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Frente Comum mantém greve da função pública. Trabalhadores estão “revoltados e humilhados”

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Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, confirma que a paralisação agendada para esta sexta-feira vai avante

“Não nos estão a dar nada de novo. Vai ser reposto o horário de trabalho que foi retirado durante o período de assistência financeira do país.” Foi assim que Ana Avoila, coordenadora da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais(FNSFP), justificou a manutenção da greve geral no Estado marcada para esta sexta-feira.

Os sindicatos afetos à UGT já se desvincularam da greve, mas a federação da CGTP considera que há motivos suficientes para que a paralisação - a primeira da era Costa - vá avante. "Os trabalhadores sentem-se revoltados e humilhados", disse Ana Avoila em conferência de imprensa, esta quarta-feira, na sede da federação.

A declaração foi proferida depois de uma delegação sindical ter sido recebida pelos deputados da comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social, que estão a analisar na especialidade quatro diplomas para a reposição do horário das 35 horas durante este ano. Os projetos já foram aprovados na generalidade e há garantias de que as bancadas da esquerda vão tentar chegar a acordo sobre o assunto. Recorde-se que o PS assume que a reposição do horário laboral entrará em vigor só em julho. Bloco, PCP e Verdes querem que vigore logo no início do ano.

A FNSFP defende que as 35 horas devem ser repostas a partir de janeiro e está frontalmente contra a proposta socialista, que, além de adiar para julho a entrada em vigor da lei, ainda estabelece um prazo de regulamentação de 90 dias, o que, na prática, significa que a medida só teria efeito prático nos últimos meses de 2016.

Para esta quinta-feira, e numa derradeira tentativa de travar a greve, a Federação Sindical será recebida pela secretária de Estado que tutela a Administração Pública, Carolina Ferra.