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Terceira edição do ‘toplessaço’ defende direitos da mulher mastectomizada

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Porque há vida depois do cancro

Várias mulheres juntaram-se no domingo na praia de Ipanema para participar no Toplessaço. A iniciativa, que vai na sua terceira edição, chamou este ano a atenção para as mulheres mastectomizadas, uma vez que raras são as mulheres que no Brasil se submetem a cirurgias de reconstrução “por desconhecimento ou falta de autoestima”, sublinhou a organizadora.

Para a atriz e ativista Ana Paula Nogueira, que criou o movimento, trata-se de defender um direito. No Brasil, ainda que o topless não esteja proibido por lei, é uma prática muito mal aceite, que depende em última análise da decisão de cada juiz punir ou não como crime de “desordem pública”.

“É absurdo”, disse Ana Paula ao “El Mundo”. “É-me indiferente que uma mulher queira exibir-se escandalosamente ou prefira ir à praia de burka. Ela tem é de poder escolher”.

Este ano, como novidade, o Toplessaço associou outra iniciativa, um concurso para eleger a Musa do Topless Cor de Rosa, a ser escolhida entre candidatas mastectomizadas, que já realizaram ou aguardam cirurgia para a reconstrução mamária. Acima de tudo, todas as participantes sublinharam uma missão: mostrar a todas as mulheres que há vida depois do cancro.