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Porto republicano nos percursos da Câmara do Porto

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Estação de São Bento

António Pedro Ferreira

Dez os novos percursos a percorrer entre janeiro e março para uma melhor compreensão das alterações culturais e históricas da cidade durante a primeira metade do século XX

Taísa Pagno

A Câmara Municipal do Porto quer colocar o imaginário republicano no quotidiano dos portuenses. Para isso concebeu dez novos percursos pela cidade, destinados a mostrar como é possível ainda reviver as memórias e as histórias de um tempo marcante para o burgo.

“Através de variados percursos, mostramos objetos, documentos, ruas e espaços revisitando múltiplas histórias e mitos que nos permitem compreender a forma como foi construída [a cidade] ao longo dos séculos”, lê-se no folheto informativo sobre o programa.

O primeiro percurso, na quinta-feira, é dedicado à educação e ao ensino na 1.ª República – sistema político vigente em Portugal entre 5 de outubro de 1910 e 28 de maio de 1926. Tem lugar na Avenida de Camilo, em frente à Escola Alexandre Herculano.

A 1 de fevereiro acontece o segundo percurso, na Praça da Batalha. Intitulado “31 de janeiro – O itinerário da Revolução”, pretende avivar a memória sobre essa tentativa de derrubar o regime monárquico.

“O corpo da guarda” é o terceiro percurso, a 19 de fevereiro, no Terreiro da Sé. Os interessados podem ficar a conhecer as intervenções urbanísticas e restauros que ocorreram neste local entre 1930 e 1950.

O modernismo é explorado no quarto percurso, “A cidade republicana – movimentos modernistas”, a 25 de fevereiro. O Jardim Teófilo Braga é o local escolhido para falar sobre essa época instável, caraterizada por divergências entre os republicanos revolucionários de 5 de outubro.

No dia seguinte acontece o último percurso de janeiro. O ponto de encontro é o Castelo da Foz. “A frente marítima: do Castelo da Foz ao Castelo do Queijo” leva os participantes a percorrer o caminho entre os dois monumentos.

Em março são cinco os percursos. No dia 04, na Praça da Ribeira, ocorre “O bairro da Lada”, onde se pode ficar a conhecer pormenores sobre a demolição e reconstrução deste bairro, característico da zona.

O percurso “Do Marquês à Praça da República” começa, como o próprio nome indica, na Praça do Marquês de Pombal. Este é um dos locais que serviram de palco à revolução republicana de 31 janeiro de 1891.

No dia 18, no cruzamento da Rua Fernandes Tomás com a Rua Alves da Veiga, acontece o sétimo percurso do trimestre, “A república na toponímia”. Este itinerário tem como objetivo evidenciar personalidades republicanas que contribuíram para os acontecimentos desse período.

O penúltimo percurso, a 23 de março, decorre na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra. Durante o passeio vão ser apontadas as moradias da autoria de arquitetos portuenses do século XX, num itinerário desde a antiga estrada de Guimarães até à Igreja das Antas.

A finalizar a programação trimestral, o percurso “A estação de São Bento no seu centenário”, na própria estação, dá a conhecer pormenores sobre a sua construção e inauguração, a 5 de outubro de 1916.

Este programa, que surgiu em meados de 2013 com o objetivo de divulgar o património cultural da cidade, é orientado por técnicos municipais da Divisão Municipal de Museus e Património Cultural, da Divisão Municipal de Arquivo Histórico e da Divisão Municipal de Bibliotecas, do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal.

Inicialmente direcionados para o centro histórico do Porto, classificado desde 1996 como Património Cultural da Humanidade, os percursos começaram progressivamente a alargar-se para outros espaços.

Os bilhetes custam três euros e podem ser adquiridos nos postos do Turismo, museus, Biblioteca Pública e Rivoli, ou em www.bilheteiraonline.pt.