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Unidos venceremos

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d.r.

A Samsung e a Microsoft selaram uma parceria para desenvolver em conjunto dispositivos da Internet das Coisas (ou IoT - “Internet of Things”) baseados no sistema operativo Windows 10. O anúncio foi feito em Las Vegas, durante o Consumer Electronics Show. Nenhum projeto ou protótipo de foi dado a conhecer, mas ao que tudo indica este caminho comum coloca os dispositivos móveis no centro do alvo

Luís Proença

A maioria dos lares está cheia de aparelhos inteligentes, o problema é que não falam uns com os outros”, evidenciou Terry Myerson, executivo da Microsoft e responsável pelo Windows no decurso da sessão em que a parceria entre os dois gigantes foi tornada pública. “Com o Windows 10, as duas companhias querem fazer algo de grande, em conjunto”, acrescentou Myerson. Desta parceria, “no fim do di”, cada um entra com o que de melhor tem.

O sucesso da Samsung no mercado global dos dispositivos móveis (sustentado por um sólido desenvolvimento e fabrico de chips) é uma força maior. A Microsoft tem o sistema operativo Windows 10, por seu lado, para entrar nesta sociedade. A ambição próxima é a de alcançar mil milhões de dispositivos - quaisquer que sejam -, ligados através do sistema operacional.

Se bem que a Microsoft não tenha conseguido ganhar músculo nas asas da frenética ponte aérea do desejo pelos dispositivos móveis, em curso (sobretudo smartphones e tablets), estabelecida entre a indústria high tech, à partida, e os consumidores, à chegada, e em que a Samsung e a Apple erguem troféus luzidios e a valer o seu gordo peso em ouro, aproxima-se uma nova vaga, quiçá o tsunami neste oceano de quem faz o quê com a Internet das Coisas e se fixa na dianteira da rentabilização deste negócio.

NOVIDADE. Lançamento do novo tablet da Samsung, com Windows 10, no CES 2016

NOVIDADE. Lançamento do novo tablet da Samsung, com Windows 10, no CES 2016

d.r.

A Microsoft é craque nos sistemas operativos. O Windows 10 demonstra ser um “passo em frente” no bom desenvolvimento de soluções para o utilizador, mas o seu ninho natural de monetização (através da venda de licenças de software), os PC - entenda-se desktops à cabeça, se bem que os laptops também estejam sob fogo -, transformam-se precipitadamente em “chão que deu uvas” perante a avalancha dos dispositivos móveis (sobretudo os smartphones) que já fazem parte de cada um de nós que os possui (e não de uma ferramenta de trabalho sobre uma secretária ou instalado num escritório).

A Samsung, pelo que se vai sabendo, não vive num mar de rosas com a Android, o sistema operativo de base dos equipamentos móveis que produz, e há, aliás, quem interprete esta parceria como um sinal de divórcio, a prazo. As palavras podem ser explosivas. W.P. Wong, executivo da companhia, disse em Las Vegas, a propósito da parceira, que “a Samsung acredita em parcerias abertas e a interoperabilidade é um fator crítico de sucesso” na Internet das Coisas.