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Snapchat vs. Facebook: espelho meu, alguém vê mais vídeos num dia do que eu?

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Aplicação Snachat está atualmente avaliada em cerca de 15 mil milhões de euros

PETER MACDIARMID/ GETTY IMAGES

Sete mil milhões. É este o número impressionante de vídeos que os utilizadores da ferramenta desenvolvida por Evan Spiegel veem todos os dias. Um grande susto para o Facebook que tem 15 vezes mais utilizadores, mas apenas mais mil milhões de visualizações de vídeo

Snapchat, a aplicação de vídeos e fotografias que se autodestroem, está a ganhar cada vez mais terreno nos media. A prova disso são as sete mil milhões visualizações de vídeos que os seus utilizadores consomem todos os dias, segundo informações reveladas ao Bussiness Insider por uma fonte próxima.

O número revelado faz aquecer a competição com o Facebook, o deus das redes sociais que julgava não ter competição relevante. Em novembro, a empresa de Mark Zuckerberg anunciou que os seus utilizadores consumiam cerca de oito mil milhões de vídeos diariamente (só mais mil milhões que no Snapchat). Vai ficar ainda mais espantado: o Facebook tem 15 vezes mais utilizadores do que a aplicação do fantasma amarelo. Sim, podemos inserir aqui um emoji incrédulo.

Mas vamos voltar ao Snapchat. A empresa foi criada há cinco anos, pelo norte-americano Evan Spiegel, que percebeu que os jovens tiravam milhões de fotografias todos os anos, mas que nunca as voltavam a ver. Num vídeo publicado há seis meses no Youtube, Spiegel explica que por causa do desenvolvimento tecnológico, a utilização da fotografia mudou: "As pessoas já não usam as imagens só para guardar momentos importantes, usam-nas para falar". Spiegel, na altura com apenas 20 anos, criou uma aplicação onde as fotografias que são enviadas por mensagem desaparecem apenas uns segundos depois de serem abertas.

Evan Spiegel, criador do Snapchat

Evan Spiegel, criador do Snapchat

MICHAEL KOVAC / GETTY IMAGES

Esta tendência intensificou-se quando a empresa introduziu a opção "História" na sua aplicação: os 'snappers' passaram a conseguir disponibilizar as suas fotografias e vídeos durante 24 horas, visíveis para todos os seus amigos. Esta possibilidade marca a rápida evolução do Snapchat, porque deixou de ser preciso enviar as fotografias e vídeos um a um, bastando colocá-las na "História". Mais: tornou-se possível ver e monitorizar quantas pessoas veem os nosso conteúdos.

Alguns media norte-americanos perceberam as potencialidades da ferramenta e apostaram na utilização do Snapchat no meio jornalístico. O Expresso fez o mesmo: nas legislativas 2015 abrimos uma conta (Snap-Expresso) e começámos a explorá-la com assuntos de política direcionados aos jovens entre os 15-25 anos. O projeto deveria terminar após as eleições, mas o sucesso foi tanto que irá continuar, passando a contar com uma maior abrangência editorial dos temas tratados.

Quatro meses depois, contamos com milhares de seguidores e muitas centenas de vídeos e fotografias publicados sobre os mais variados temas. Fazemos parte dessas sete mil milhões de visualizações diárias que fazem o Snapchat ser tão apetecível para investidores (a empresa está avaliada em 15 mil milhões de euros). Veja aqui alguns dos trabalhos publicados pelo Snap-Expresso.

As empresas como Facebook, Snapchat e Youtube (da Google) estão numa corrida para se tornarem o canal com o maior número de visualizações de vídeo, com o objetivo de estarem no centro do entretenimento digital da próxima geração (e claro, lucrar com a publicidade inerente).

Primeiro 'snap' da conta oficial da Casa Branca

Primeiro 'snap' da conta oficial da Casa Branca

Captura de ecrã

Para saber o que se passa no mundo, já não basta estar no Facebook e no Twitter, tem também que criar uma conta no Snapchat (e seguir o Snap-Expresso). Até Barack Obama já lá está, com o nome de utilizador 'whitehouse'.