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Declarações sobre Sócrates valem inquérito disciplinar a presidente do sindicato do MP

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Jose Carlos Carvalho

José Sócrates apresentou queixa contra António Ventinhas e provocou a primeira cisão no novo conselho superior do Ministério Público: oito votaram a favor e cinco contra a instauração de um inqúerito disciplinar ao magistrado

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

“Se não tivesse praticado atos ilícitos, o processo não teria acontecido." Esta foi a frase de António Ventinhas sobre José Sócrates que lhe valeu a instauração de um inquérito disciplinar decidido pelo conselhor superior do Ministério Público (MP).

O presidente do sindicato do MP reagia nessas declarações à entrevista de Sócrates à TVI em que a Procuradoria-Geral da República era acusada de estar na origem de um processo "sem provas" e de uma "perseguição pessoal" que "aterrorizou" familiares do ex-primeiro-ministro.

António Ventinhas defendeu a necessidade de os portugueses decidirem se querem "perseguir políticos corruptos, se querem acreditar nos polícias ou nos ladrões, ou em quem investiga ou nos corruptos".

A decisão do conselho não foi pacífica: oito membros votaram a favor, cinco contra e três abstiveram-se. O caso vai ser atribuido a um conselheiro, que pode arquivar o inquérito ou decidir-se por um processo disciplinar. Contactado pelo Expresso, António Ventinhas não quis fazer qualquer comentário.