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Coleção Berardo vai ser renegociada

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RENEGOCIAÇÃO. “Claro que estou disponível para negociar a permanência da coleção em Portugal. Esse sempre foi o meu desígnio”, diz Joe Berardo

tiago miranda

João Soares quer que o acervo fique em Portugal. O comendador diz que sim, mas não quer “ficar com as calças na mão”

A fase é de “apalpamento do terreno”, diz fonte oficial do Ministério da Cultura. Mas a intenção é clara: “Manter a Coleção Berardo em Portugal.” Palavra do ministro da Cultura, João Soares, e inscrita no Programa do Governo. Em cima da mesa há três hipóteses para que isso aconteça. Ou o Estado compra o acervo pelo preço fixado há dez anos por uma avaliação da leiloeira Christie’s (316 milhões de euros), ou renova o protocolo assinado entre o Estado português e o comendador, ou parte para nova ronda de negociações com o empresário.

João Soares já “pediu várias apreciações com vista a constituir um conjunto de soluções possíveis”, confirma ao Expresso a mesma fonte. O objetivo é que, “quando chegar o momento de discutir a continuidade da coleção no país, possamos vir a explorar a viabilidade de cada uma dessas soluções”.

Joe Berardo não nega que está interessado em renegociar o protocolo. Mas não esquece que o documento que assinou e que vigora até ao final do ano lhe dá poder para fazer novas exigências. Tudo terá de ser renegociado ou renovado com o seu acordo. “Ainda bem”, diz ao Expresso. “O que quero é que a coleção continue em Portugal. Em dez anos, respeitei todas as alíneas do protocolo, mas andámos sempre com as calças na mão. Não quero que no futuro o meu filho tenha de passar pela mesma experiência.”