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Molécula da Bial que deixou uma pessoa em morte cerebral não está a ser testada em Portugal

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Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) diz que vai continuar a acompanhar o caso e sublinha que está em contacto com as autoridades francesas

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O medicamento que a Bial estava a testar em França num grupo de pessoas que foram parar ao hospital, ficando uma delas em morte cerebral e cinco em estado grave, não está a ser usado em nenhum ensaio clínico em Portugal, garante o Infarmed.

Em comunicado, a autoridade nacional do medicamento informa que "tomou conhecimento, através da Agência Francesa do Medicamento, da ocorrência de um acidente grave, num centro de investigação em França, no âmbito de um ensaio clínico de fase 1 com um medicamento experimental produzido num laboratório nacional".

"Esta situação está a ser analisada e acompanhada pelas autoridades francesas, que têm partilhado a informação no contexto da rede europeia das autoridades do medicamento", explica o Infarmed, acrescentando que "continuará a acompanhar esta situação".

Em causa está o desenvolvimento da molécula "BIA 10-2474", que foi criada pela Bial para funcionar como analgésico nas áreas das patologias neurológicas e psiquiátricas.