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Bial diz que testou em 108 voluntários molécula que deixou francês em morte cerebral

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Farmacêutica portuguesa diz que a molécula experimental - que causou sintomas muito graves em França - foi testada em 108 voluntários, não tendo existido “notificações adversas. Poro outro lado, a empresa diz que são cinco os internados - o Governo francês diz que são seis

A Bial garante que está a acompanhar de perto a situação de voluntários em França que registaram efeitos graves na sequência de ensaios clínicos com uma mólecula experimental criada pela empresa portuguesa.

“As nossas preocupações principais, neste momento, estão com o acompanhamento dos participantes no ensaio, em particular dos cinco voluntários internados, um dos quais se encontra no serviço de reanimação, em estado de morte cerebral”, refere a empresa em comunicado.

A Bial afirma que “cinco participantes apresentaram sintomas graves”, o que contraria a informação avançada esta sexta-feira de tarde, em conferência de imprensa, pela ministra francesa da Saúde, que falou na existência de seis vítimas - homens com idades compreendidas entre os 28 e os 49 anos, hospitalizados no centro hospitalar da Universidade de Rennes.

A Bial diz que, “neste momento, temos no local vários colaboradores para acompanharem a situação junto do centro de investigação e junto do hospital, assegurando a necessária colaboração com estas entidades, assim como com as autoridades competentes.”

A farmacêutica portuguesa refere que a molécula experimental (BIA 10-2474) que causou sintomas graves em França já foi testada em 108 voluntários e adianta que até agora não houve notificações adversas por parte dos voluntários saudáveis sujeitos ao ensaio da nova molécula.

“O desenvolvimento desta nova molécula, na área da dor (inibidor da enzima FAAH), segue, desde o início, todas as boas práticas internacionais, com a realização de testes e ensaios pré-clínicos, nomeadamente na área da toxicologia. Os resultados obtidos de acordo com as guidelines internacionais permitiram o início dos ensaios clínicos em pessoas.”

A Bial assegura ainda que está “fortemente empenhada em assegurar, em primeiro lugar, o bem-estar de todos os participantes neste ensaio, bem como em apurar de forma rigorosa e exaustiva as causas que estarão na origem desta situação”.

A ministra francesa da Saúde, Marisol Touraine, adiantou esta sexta-feira que já foram abertos dois inquéritos para apurar o que terá sucedido.