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DGS confirma que casos recentes de gripe são menos virulentos

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Diretor-geral da Saúde garante que a variante atual do vírus tem características diferentes e menos violentas do que na pandemia de 2009

Catarina Pelica

A Direção Geral de Saúde (DGS) revela, em comunicado divulgado esta manhã, que os vírus da gripe recentemente identificados pelo Instituto Ricardo Jorge são predominantemente de tipo A e do subtipo H1N1. Como existem várias estirpes (grupo de descendentes com origem comum) do grupo A, “a designação de gripe A deve ser abandonada”.

Em declarações à Lusa esta quarta-feira, a subdiretora-geral da Saúde já tinha salientado “não haver motivos para alarme”.

A variante do vírus que causou o pânico em 2009 tinha um padrão de comportamento diferente e muito mais agressivo, diz a DGS. Na altura, a população ainda não tinha desenvolvido defesas ao vírus, situação que se alterou com a generalização das vacinas da gripe e com o próprio contacto com o vírus.

Francisco George, diretor-geral da Saúde, justifica a epidemia atual com o facto do vírus se ter tornado sazonal, “dado que passou a circular na comunidade durante as semanas frias quer do hemisfério sul quer do norte”.

A Unidade Local de Saúde da Guarda garantiu, no início desta semana, que diagnosticou 13 casos de gripe A durante o mês de janeiro. Esta quarta-feira, a administração do Hospital de Santarém confirmou à Lusa que identificou o vírus da gripe A em alguns doentes e profissionais do hospital.