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Câmara de Lisboa dá mais tempo à consulta pública do projeto da 2ª Circular

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ANTEVISÃO. O plano é fazer da Segunda Circular um corredor arborizado que ligue os pulmões da cidade, como se vê nesta imagem

Foto CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

Consulta pública deveria terminar esta sexta-feira. Objetivo é ouvir os cidadãos sobre o projeto da maioria socialista, que tenciona melhorar os problemas de tráfego na Segunda Circular

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, anunciou esta quarta-feira o alargamento, até ao dia 29 de janeiro, do prazo para a consulta pública do projeto para a Segunda Circular.

De acordo com fonte municipal, o anúncio foi feito "pelo presidente na reunião camarária privada" desta manhã.

A mesma fonte acrescentou que a indicação da prorrogação do prazo será colocada "nos suportes do município", como o 'site' - em que estão disponíveis os documentos para consulta - e as redes sociais.

Iniciada no dia 23 de dezembro, a consulta pública deveria terminar na próxima sexta-feira.

O objetivo é ouvir os lisboetas sobre o projeto da maioria socialista no executivo, que visa diminuir o tráfego de atravessamento na Segunda Circular através da reformulação de alguns acessos e dos nós de acesso ao IC19 (itinerário complementar) e à A1 (autoestrada), encaminhando o trânsito para a CRIL (Circular Regional Interior de Lisboa).

Prevê-se também a implantação de um separador central maior e arborizado (com mais de 500 exemplares), a plantação de 7.500 árvores na envolvente, a redução da largura das vias, a montagem de barreiras acústicas, a reabilitação da drenagem e do piso, a renovação da iluminação pública e da sinalética e a diminuição da velocidade, de 80 para 60 quilómetros/hora.

Estima-se que as obras custem perto de 12 milhões de euros (já contando com o Imposto sobre o Valor Acrescentado - IVA) e que se iniciem no primeiro semestre deste ano, tendo a duração de 11 meses.

Na reunião desta quarta-feira, o vereador do CDS-PP, João Gonçalves Pereira, apresentou uma moção para prorrogar o prazo por 30 dias que acabou rejeitada, com os votos contra do PS e dos Cidadãos por Lisboa (eleitos nas listas socialistas), apesar de o PSD e o PCP também terem votado a favor.

"Esta é uma proposta que tem um impacto gigantesco na cidade de Lisboa e que está a ser alvo de críticas, que têm de ser entendidas pelo município como contributos", afirmou o centrista, que falava à Lusa à margem do encontro.

Sobre a rejeição, considerou haver uma "enorme arrogância da maioria absoluta" socialista.