Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Alunos do curso de fuzileiros desaparecem durante exercício

  • 333

Dois alunos, que estão desaparecidos desde domingo, foram largados na Lagoa de Albufeira num exercício que visava testar a orientação dos futuros oficiais fuzileiros

Dois alunos do curso de fuzileiros da Marinha estão desaparecidos desde domingo à noite, na sequência de um exercício, estando em curso operações de busca, disse esta terça-feira à agência Lusa fonte oficial da Marinha portuguesa.

Segundo o porta-voz da Marinha, comandante Paulo Vicente, dez cadetes do curso de oficiais fuzileiros do regime de contrato, foram largados, aos pares, ao final da tarde de domingo, na Lagoa de Albufeira, Sesimbra, com o objetivo de chegarem à Base dos Fuzileiros, em Coina, concelho do Barreiro, num exercício que visava testar a orientação dos futuros oficiais fuzileiros.

"Normalmente os cadetes chegam logo nessa noite de domingo ou até ao final da manhã de segunda-feira. Dos dez elementos largados, apenas chegaram oito. Contudo, esta situação já aconteceu outras vezes e a nossa esperança é a de que ainda os consigamos encontrar", sublinhou o porta-voz da Marinha.

O comandante Paulo Vicente acrescentou ainda que decorrem buscas para encontrar os dois jovens, de idades a rondar os 20 anos, que estão a ser levadas a cabo por militares, por várias unidades de fuzileiros, tendo a Marinha já informado a Guarda Nacional Republicana desta situação.

As buscas envolvem cerca de uma centena de fuzileiros.

O porta-voz da Marinha explicou ainda que o exercício em causa, tendo em conta que se trata de uma força militar especial, é realizado sem recurso a meios ou equipamentos tecnológicos.

Os formandos são largados num ponto e têm de percorrer uma determinada distância até ao seu destino final, sem o uso de bússola, de GPS ou de qualquer outro tipo de comunicações.

Ao longo do exercício, os cadetes têm igualmente de se esconderem para não serem identificados ou avistados por instrutores que se encontram no terreno.

Fonte da GNR disse à Lusa que recebeu a informação da Marinha sobre esta situação e que está a acompanhar a mesma com patrulhas no terreno.