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Tabela periódica tem quatro novos elementos

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Kosuke Morita liderou a equipa formada do Instituto Riken, no Japão, a quem foi atribuída a descoberta do elemento 113

KAZUHIRO NOGI / Getty

Investigadores russos, norte-americanos e japoneses a quem foi atribuída a descoberta dos novos elementos químicos deverão agora batizá-los, podendo inspirar-se em seres mitológicos, minerais, países ou em nomes de cientistas

A sétima linha da tabela periódica que agrupa os elementos químicos em função da sua composição e propriedades está preenchida. A descoberta de quatro novos elementos por cientistas na Rússia, EUA e Japão foi oficialmente confirmada.

A 30 de dezembro, a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), organização científica responsável pela nomenclatura química, atribuiu a descoberta dos elementos 115, 117 e 118 a uma equipa de investigadores russos e norte-americanos a trabalhar no Instituto Conjunto para a Investigação Nuclear em Dubna, Rússia, e do Laboratório Nacional Lawrence Livermore na Califórnia, EUA.

A IUPAC atribuiu ainda a descoberta do elemento 113, que também era reclamada por russos e norte-americanos, a uma equipa do Instituto Riken, no Japão. Trata-se do primeiro elemento da tabela periódica a ser descoberto por cientistas asiáticos. Kosuke Morita, que liderou essa equipa, já veio dizer que pretendem agora investigar o elemento 119.

“A IUPAC já convidou os autores das descobertas a atribuírem uma nomenclatura e um símbolo a cada um destes novos elementos temporariamente conhecidos como unúntrio (Uut ou elemento 113), ununpêntio (Uup, elemento 115), ununséptio (Uus, elemento 117), e ununóctio (Uuo, elemento 118)”, disse o professor Jan Reedijk, presidente da Divisão de Química Inorgânica da IUPAC.

Os nomes dos novos elementos, todos eles descobertos no âmbito de experiências científicas, poderão ser inspirados em seres mitológicos, minerais, locais, países ou em nomes de cientistas.