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Operação Fénix. Pinto da Costa entre os 53 acusados e Bruno de Carvalho é testemunha

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NUNO ANDRÉ FERREIRA / LUSA

O presidente portista terá utilizado ilegalmente os serviços da SPDE, empresa de segurança privada, para vigiar os futebolistas profissionais. O dono da empresa e os seus funcionários estarão a ser investigados por crimes como associação criminosa, extorsão e ofensas à integridade física

Começou por ser um processo de investigação sobre os métodos utilizados pela empresa de segurança SPDE e acaba (por agora) com Pinto da Costa e Antero Henriques, diretor-geral da SAD portista, sentados no banco dos réus. O Ministério Público decidiu este domingo acusar 53 pessoas no âmbito da Operação Fénix, conforme noticia a edição desta segunda-feira do “i”.

O centro da teia de acusações está na SPDE, uma empresa de segurança sediada no norte do país responsável pela segurança privada de nomes como Pinto da Costa, Bruno de Carvalho ou Anselmo Ralph. A SPDE faria a segurança privada destes e outros nomes, para além de vários espaços noturnos espalhados pelo país, de forma ilegal e recorrendo a métodos que lhe valem agora suspeitas de crimes de associação criminosa, extorsão ou ofensas à integridade física.

O Ministério Público suspeita que, para além de assegurar ilegalmente a segurança privada de Pinto da Costa e das instalações do estádio do Dragão, a SPDE estaria ainda encarregada de vigiar os jogadores da equipa principal e transmitir informações aos homens fortes do FC Porto - uma cadeia que chegaria até Pinto da Costa, diz o “i”.

O matutino explica que os contactos entre a empresa e o clube nortenho terão sido conduzidos por Antero Henriques, a quem foram, em julho, apreendidos mais de 70 mil euros. O “Correio da Manhã” avança esta segunda-feira que o diretor-geral da SAD portista seria um “sócio oculto” da empresa de segurança.

Anselmo Ralph e Bruno de Carvalho são testemunhas

Outros nomes conhecidos como Bruno de Carvalho ou Anselmo Ralph chegaram a recorrer aos serviços da SPDE, mas estarão envolvidos na investigação apenas como testemunhas porque o Ministério Público acredita que desconheceriam as atividades ilegais da empresa.

O dono da SPDE, Eduardo Silva, está detido preventivamente em Caxias desde julho de 2015, juntamente com 13 outros membros da empresa. Os detidos são suspeitos de associação criminosa, exercício ilegal da atividade de segurança privada, detenção de arma proibida, extorsão agravada, coação, ofensas à integridade física qualificada e favorecimento pessoal, diz o “i”.

O “Correio da Manhã”, que explica que o objetivo de Eduardo Silva seria controlar a segurança noturna do país através da “lei do medo”, acrescenta que em causa estará também um caso de homicídio ocorrido em 2013, no recinto da Queima das Fitas do Porto.

Também estarão a ser investigadas, avançam os dois títulos, as ligações da SPDE ao grupo conhecido como Ninjas, que atuava na zona de Vale do Sousa e é conhecido por ser “extremamente violento”, assim como a outro grupo de Lisboa. Eduardo Silva atribui as denúncias que originaram a abertura do caso a grupos rivais.