Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Bill Cosby formalmente acusado de abuso sexual

  • 333

A queda de Cosby começou há pouco mais de um ano, quando enfrentou as primeiras acusações de abuso sexual

foto LUCAS JACKSON/REUTERS

Investigação foi reaberta em julho deste ano, depois de terem surgido novas informações sobre um caso de abuso sexual ocorrido em 2004. Todas as outras acusações - mais de 30 - já prescreveram, de acordo com a lei do estado da Pensilvânia

O ator norte-americano Bill Cosby foi esta quarta-feira formalmente acusado de abuso sexual, conforme noticia a CNN. O procurador responsável pelo caso anunciou a decisão numa conferência de imprensa que ocorreu na manhã desta quarta-feira e foi acordada entre o gabinete do procurador e o departamento da polícia de Cheltenham, na Pensilvânia.

De acordo com o responsável, a acusação é resultado de “novas informações que surgiram no passado mês de julho” e que indicam que Cosby terá abusado sexualmente de uma mulher em janeiro de 2004. A imprensa internacional avança que a vítima em causa é Andrea Constand, uma ex-funcionária do ator.

A investigação foi reaberta devido a estas novas informações, uma vez que os crimes por que Cosby foi inicialmente acusado já prescreveram, de acordo com a lei do Estado da Pensilvânia. Assim, as restantes mulheres que acusaram o ator puderam apenas processá-lo por difamação, alegando que os seus agentes e assessores as fizeram abafar a história quando tentaram contá-la e trazê-la a público, e não por abuso sexual.

A queda de um ícone

A queda de Cosby, de 78 anos, começou em novembro de 2014, embora o escândalo há muito viesse ganhando forma: várias mulheres acusaram Bill Cosby de abuso sexual e violação, sendo a maioria dos casos datada da década de 1960, altura em que a carreira do célebre ator norte-americano estava no auge. De acordo com as queixosas, o método de Cosby consistia em drogar a vítima para depois a obrigar a ter relações sexuais.

Este mês, e depois de já muita tinta ter corrido sobre o tema - em julho deste ano, a “New York Magazine” reavivou o escândalo com uma capa protagonizada pels 35 mulheres que acusam o ator -, Cosby decidiu processar sete das queixosas, por alegadamente proferirem “acusações falsas, maliciosas, oportunistas e difamatórias”.

Logo na altura em que a polémica rebentou, Cosby viu cancelados um projeto que preparava com a NBC e uma homenagem à sua carreira que seria levada a cabo pela Netflix. No início de dezembro, nova repercussão, quando a Universidade de Boston decidiu revogar o grau honorário que lhe concedera.