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Sete caixotes e um cesto de vindimas: o mais famoso calceteiro do país é candidato a PR

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Inácio Rosa / Lusa

As 8.118 proposituras e respetivas certidões que permitem a Tino de Rans ser candidato a Belém foram entregues em sete caixotes e num cesto de vindimas. Diz que Marcelo é o único adversário capaz de lhe fazer frente: “Maior do que a festa de despedida do professor da TVI será a do regresso de Marcelo aos comentários”

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Vitorino Silva, 44 anos, mais conhecido por Tino de Rans, freguesia de Penafiel, é o novo candidato a Presidente da República, cargo que que se propõe exercer para devolver a alegria ao povo. A formalização da candidatura foi adiada da manhã para a tarde desta quarta-feira por questões burocráticas. Segunda a Lusa, o candidato não tinha em sua posse a cópia do cartão de cidadão e o documento de identificação da mandatária nacional devidamente autenticados por um advogado.

O antigo concorrente do reality show "Quinta das Celebridades", da TVI, chegou ao Tribunal Constitucional carregando um cesto de vindimas e mais sete caixotes com 8.118 assinaturas, um número que Tino explicou ao Expresso simbolizar os 81 anos da mãe e os 18 anos da filha Catarina, a sua mandatária para a juventude.

Quando há dois meses anunciou a corrida a Belém, Vitorino Silva, eleito presidente da Junta de Freguesia de Rans aos 22 anos, apontou Marcelo Rebelo de Sousa como “único adversário capaz de lhe fazer frente”. Mesmo assim, mostrou-se convicto de que “maior do que a festa de despedida do professor da TVI será a do regresso de Marcelo aos comentários”.

Tino de Rans, “candidato independente da fileira socialista”, assegura que não irá desistir do novo desafio político por respeito aos milhares de pessoas que assinaram a sua candidatura, a plebe por quem diz correr e quer que passe a desempenhar um papel principal em Portugal, após “872 anos de história a fazer de figurante”.

Tino apresenta-se como o candidato trabalhador “bota biqueira de aço, contra o candidato do ar condicionado e do escritório [Marcelo]”. Além de presidente da nação, promete ainda ser “o comandante supremo das forças desarmadas”.