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Ministério da Saúde marca conferência de imprensa para reagir ao caso da morte por falta de médico

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David Duarte morreu na semana passada no Hospital de São José, em Lisboa, porque a equipa médica que o poderia salvar recusa trabalhar ao fim de semana pelo valor que o Estado paga

O Ministério da Saúde convocou os jornalistas para uma conferência de imprensa que irá decorrer ainda durante a noite desta terça-feira. Haverá uma reação a um caso que está a gerar grande polémica no país: David Duarte, de 29 anos, perdeu a vida na madrugada de 13 para 14 de dezembro (de domingo para segunda-feira) no Hospital de São José, em Lisboa, porque a equipa médica que o poderia salvar recusa trabalhar ao fim de semana pelo valor que o Estado paga.

Numa carta publicada esta terça-feira pelo Expresso, a namorada de David Duarte escreve um testemunho raro no qual explica o sucedido à chegada ao hospital. “Anunciaram-nos, descontraidamente, que se tratava da rutura de um aneurisma, que o sangue se espalhou pelo cérebro e que, geralmente, estes casos de urgência teriam de ser tratados de imediato, ou seja, o doente teria de ser logo operado. Mas como os médicos referiram, infelizmente calhou ser numa sexta-feira, logo não iria haver equipa de neurocirurgiões durante o fim de semana.”

O funeral de David Duarte realizou-se no dia 17 de dezembro de 2015, uma quinta-feira.

  • Carta da namorada do jovem que morreu por falta de médico ao fim de semana

    David Duarte, 29 anos, perdeu a vida na madrugada de 13 para 14 de dezembro (de domingo para segunda-feira) no Hospital de São José, em Lisboa, porque a equipa médica que o poderia salvar recusa trabalhar ao fim de semana pelo valor que o Estado paga. A namorada de David Duarte, Elodie Almeida, de 25 anos, estava com ele quando surgiram os primeiros sinais. Colocou em palavras escritas aquilo que não conseguiu contar ao Expresso de viva voz. É um testemunho raro