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Dicas de poupança: uma app que vai querer instalar

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PEDRO ANDERSSON/SIC

O júri (que sou só eu) escolheu por unanimidade como app poupança do ano 2015 a aplicação para telemóvel “e-Fatura”.

Uso esta aplicação desde o início, na altura em que só entravam as faturas de restaurantes, oficinas, hotéis e cabeleireiros. O Estado devolvia - e ainda devolve - 15% de todo o IVA que gastarmos nestes sectores. Mas este ano, para além dessa devolução, o Estado incluiu todos os outros sectores, como Saúde, Educação, Lares de idosos, Imóveis e os restantes.

A app “e-Fatura” acompanhou a evolução do portal e desde 1 de janeiro que é minha companheira semanal, para não dizer quase diária. Assim que uma fatura aparece como “pendente”, a app avisa-me. Basta-me abrir a aplicação no telemóvel, vejo qual é, valido-a, altero a categoria se estiver errada e tudo o que fizer na aplicação acontece no portal “oficial” da Autoridade Tributária.

Pode ver como funciona na reportagem que fiz para a rubrica Contas-poupança na SIC, e que pode ver AQUI. (No final do texto, se está a usar computador, ou no separador ...“E ainda”, se está a usar telemóvel, tem informações sobre como a app apareceu, e porquê, e as ligações para a poder descarregar para o seu telemóvel).

Às vezes estou na fila do café ou à espera de alguém e aproveito para ver se está tudo bem com as minhas deduções e as do meu agregado familiar. Não tenho de esperar até chegar a casa, perder meia hora para abrir o computador, procurar a senha, entrar no portal, sair, entrar com outra senha, verificar, sair, entrar com outra senha (agora dos filhos) e assim sucessivamente.

Com a app “e-Fatura”, pagando pouco mais de 1 euro (também tem uma versão gratuita, mas só dá para ver um contribuinte de cada vez), coloquei todos os NIF e passwords do agregado familiar e sempre que abro a aplicação tenho logo a visão do conjunto de todas as deduções ou se algum dos meus filhos tem alguma fatura pendente.

Para além disso, como peço faturas sempre com NIF, a aplicação analisa os meus dados e diz-me quanto já gastei em restaurantes por mês e ao ano e compara os gastos com o ano anterior. Sei ao cêntimo quanto gastei este ano ou este mês no restaurante X ou na loja Y. Faz os gráficos com os meus gastos de luz, água, gás e combustíveis e tudo o resto onde gastei dinheiro e pedi fatura. Tenho ali todo o meu retrato financeiro (com 1 mês de atraso, porque as faturas só entram no portal passado um mês de terem sido emitidas).

Perguntam-me muitas vezes se é segura, porque não é uma aplicação do Estado. Os programadores, que entrevistei, garantem-me que sim: a aplicação é como o browser da internet, é apenas um instrumento para visualizar os dados que a aplicação importa do portal e-fatura para o seu telemóvel. Não têm acesso em nenhum momento aos dados privados do utilizador. Também não estou a vê-los a tentar pagar os meus impostos, nem podem colocar faturas no nome de outro contribuinte. Eu confio que será segura, mas isso cada um terá de avaliar por si.

A mim, facilitou-me enormemente a gestão familiar das faturas com NIF com direito a deduções desde 1 de janeiro. Por me ter sido tão útil, partilho-a aqui para quem ainda não a usa. Se não confiar na aplicação, pode sempre continuar a ir ao portal da Autoridade Tributária na internet ou mesmo no seu telemóvel. O que é preciso é que vá... pelos seus dedos, porque ninguém vai verificar as suas faturas por si.

Pode encontrar mais dicas de poupança AQUI

Informação útil

PARA INSTALAR A APLICAÇÃO

A app e-Fatura não foi produzida pelo Estado. Foi feita por dois programadores (Paulo Fernandes e Jorge Miguel), que acharam o portal e-Fatura tão complicado que resolveram simplificá-lo de forma a trazer sempre as suas faturas com NIF atualizadas no bolso.

Se quiser instalar a app no seu telemóvel, pode encontrá-la AQUI, no caso de ter um iPhone, ou AQUI, se o seu telemóvel funciona com o sistema operativo Android.