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Faltou-lhe um bocadinho assim

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O Gear S2 é um relógio normal. E, embora possa não parecer, “normal” é um grande elogio a um smartwatch

O novo relógio inteligente da Samsung não tem design de gadget saído de um filme de ficção científica dos anos 80. O ecrã totalmente redondo, a pouca espessura da caixa e a leveza da bracelete… contribuem para esta “normalidade”.

O Gear S2 está muito bem desenhado. Mas os engenheiros da Samsung não se limitaram a desenhar um chassis bonito. Também o fizeram funcional. Por isso, a roda que serve de fronteira ao ecrã é, também, um comando de navegação na interface do relógio. Sim, no Gear S2 pode interagir-se tocando no ecrã ou movendo esta roda. E, depois de dois dias de utilização, já só recorríamos à roda para controlar o sistema. Benefícios? Sim. O principal é que podemos ler mails, mensagens e interagir com as apps sem colocar os dedos no ecrã. Ou seja, visibilidade total da área disponível.

E o ecrã, de 1,2” com tecnologia AMOLED cumpre muito bem o seu propósito. Entenda-se: permitir uma boa experiência de visualização, mesmo quando o utilizamos no exterior. Com o brilho no máximo foi possível ver, debaixo de sol, o que estava a ser mostrado no ecrã e as cores exuberantes aceitam-se num relógio onde temos menos representações gráficas. Infelizmente, falta um sensor de luminosidade para que o ecrã se ajuste automaticamente às condições de iluminação.

Tizen?

Tizen é o sistema operativo deste relógio, um sistema da própria Samsung. A interface está bem desenhada e é muito fluida. É muito fácil aceder ao calendário, à calculadora, ao tempo, definir mensagens predefinidas… etc. É só tocar e tudo acontece rapidamente.

No entanto, a opção da Samsung pelo seu sistema operativo pode ser bastante limitadora em temos da longevidade do Gear S2. Isto porque o relógio estará sempre dependente das apps que possam ser desenvolvidas para esta plataforma. Ou seja, tivesse escolhido Android Wear, um sistema bem mais popular, este Gear teria já dezenas de apps disponíveis e poderia ser usado com iPhones e com Androids. Assim, está limitada a algumas aplicações que, diga-se, não são particularmente pertinentes. Gostámos das apps da Nike (para controlar as corridas) e da CNN. É pouco.

PARA SER O MELHOR DO MERCADO SÓ LHE FALTA UMA COISA... TER ANDROID WEAR

Em termos de autonomia, quando abusámos do Gear S2 (ecrã sempre ligado e toda a conectividade disponível) com muitas interações, não conseguimos ter um dia de relógio. Uma utilização normal, com Bluetooth ligado e brilho controlado, permitiu dois dias. Ou seja, não se esqueça do carregador (que infelizmente é proprietário) se estiver a pensar estar fora mais do que 48 horas. O Gear S2 tem Bluetooth, Wi-Fi e NFC para facilitar a ligação sem fios a outros dispositivos com esta tecnologia. Há também uma versão com 3G.

Queremos destacar as duas últimas interfaces. O Wi-Fi permite usar o relógio independentemente do telefone. Ou seja, o Gear S2 liga-se a redes sem fios e pode ir buscar dados diretamente. O NFC será uma das tecnologias essenciais ao Samsung Pay: a plataforma de pagamentos eletrónicos deste fabricante. Finalmente, temos de realçar o armazenamento disponível. São 4 GB para poder importar fotos e, acima de tudo, músicas. Sim, gostámos muito de ir correr com o relógio e usá-lo para ouvir música (via auscultadores bluetooth). Para ser o melhor do mercado só lhe falta uma coisa... ter Android Wear.

CARACTERISTICAS

Designação: Samsung Gear S2
Preço: €349,90
Sistema operativo: Tizen
Ecrã: 1,2" Super AMOLED, 320x360 píxeis
Processador: Exynos 3250
Armazenamento: 4 GB
Conectividade: Wi-Fi, BT, NFC
Certificação: IP68
Dimensões: 42,3x49,8x11,4 mm