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Dadores de sangue isentos de taxas moderadoras

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O ministro da Saúde durante a visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra para a inauguração das novas salas no Serviço de Cardiologia

PAULO NOVAIS/LUSA

Ministro da Saúde diz que o que vai ser feito é reparar “algo que foi muito mal feito”. Os dadores passam assim a estar isentos “não apenas [para] cuidados de saúde primários, que já existe, mas também para cuidados de saúde hospitalares”

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, anunciou esta sexta-feira em Coimbra que a isenção de taxas moderadoras para os dadores de sangue vai ser alargada a todos os cuidados de saúde hospitalar do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os dadores de sangue têm atualmente isenção de pagamento de taxas moderadoras relativas à prestação de cuidados de saúde primários do SNS (centros de saúde e unidades de saúde familiar).

Adalberto Campos Fernandes falava aos jornalistas durante uma visita que decorre durante o dia esta sexta-feira ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Embora as questões relacionadas com as taxas moderadoras ainda estejam a ser objeto de estudo, o ministro, questionado pelos jornalistas, antecipou que vai ser reparado "algo que foi muito mal feito", do ponto de vista do Governo, que "foi a retirada da isenção [de taxas moderadoras] para os dadores de sangue".

"Nós iremos repor essa isenção para os dadores de sangue para todas as condições de acesso, não apenas [para] cuidados de saúde primários, que já existe, mas também para cuidados de saúde hospitalares", assegurou.

O ministro considerou que o anúncio feito pelo Governo sobre alterações às taxas moderadoras "foi mal interpretado pelos partidos da oposição, porque disseram que estávamos a anunciar coisas que já existiam".

Mas "bastaria que nós reduzíssemos globalmente o valor [das taxas moderadoras] para não estarmos a anunciar coisas que já existem", sustentou Adalberto Campos Fernandes, assegurando que o Governo irá "muito mais longe".

"Os portugueses quando conhecerem a nossa proposta legislativa perceberão a diferença entre uma leitura administrativa da regra económica e dificuldade do acesso e confusão entre taxas moderadoras e copagamentos e aquilo que é uma leitura de modelação do acesso e da regulação fina dos direitos de acesso", sublinhou.