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Estudo diz que a maior parte dos casos de cancro é evitável

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Esqueça o azar: aparentemente, a principal causa de cancro é mesmo o ambiente em que nos inserimos. A exposição à radiação ou a elementos tóxicos podem provocar o surgimento da doença, segundo um novo estudo científico

Afinal, e contrariamente ao que se pensava, a explicação para os casos de cancro não reside no maior ou menor grau de azar de alguém. A maioria dos episódios deriva de fatores que podem ser evitados, sugere um estudo conduzido pela Universidade de Stony Brook, em Nova Iorque, e publicado esta quinta-feira na revista científica “Nature”.

Este ano, um estudo tinha concluído que a razão para que um cancro se desenvolvesse em certas pessoas teria a ver com processos celulares, fazendo da doença algo difícil de prevenir. No entanto, os novos resultados estabelecem que fatores externos e ambientais, como a radiação ou a exposição a elementos tóxicos, estão na origem da maioria dos casos.

Colocando de parte aqueles casos provocados por motivos já conhecidos e evitáveis, como o consumo de tabaco e a sua influência no surgimento do cancro do pulmão, o novo estudo, conduzido pelo investigador Yusuf Hannun, foca-se no risco que representam alguns fatores ambientais.

O trabalho apresenta as provas que sustentam esta afirmação: os investigadores seguiram, por exemplo, os casos de pessoas que se mudaram de regiões consideradas de baixo risco em relação ao desenvolvimento da doença para zonas onde é mais frequente surgirem casos de cancro e concluíram que estes indivíduos se tornam mais vulneráveis à doença.

O estudo explica ainda que o argumento anterior, que se baseava no processo de divisão das células como explicação para o surgimento do cancro, é insuficiente, uma vez que mesmo que se verifique este fator de risco sem um fator ambiental associado é improvável que a doença se desenvolva.