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Sindicatos pedem reunião de urgência à administração do Banif

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Tiago Petinga/ Lusa

A Federação dos Sindicatos do Setor Financeiro quer esclarecer a real situação do banco e melhor apoiar os seus trabalhadores. “A Febase aconselha os trabalhadores a manterem a calma”

A Federação dos Sindicatos do Setor Financeiro (Febase) pediu esta segunda-feira uma reunião com caráter de urgência à administração do Banif, para esclarecer a real situação do banco e melhor apoiar os seus trabalhadores.

“Face à instabilidade e insegurança vivida pelos trabalhadores do Banif, os Sindicatos da Federação reafirmaram o pedido de reunião à administração do banco”, diz a Febase num comunicado.

Por considerar que se vive atualmente “um dos momentos mais conturbados da história da instituição”, com a publicação diária de notícias contraditórias sobre a situação do banco, a federação sindical pediu à administração “uma reunião com caráter de urgência”.

“A Febase aconselha os trabalhadores a manterem a calma, pois os seus Sindicatos estão a acompanhar o processo”, diz o mesmo comunicado.

Os sindicatos dos bancários que integram a Febase aconselham os trabalhadores do Banif a não se comprometerem com quaisquer planos que lhes sejam apresentados sem antes consultarem os serviços jurídicos dos respetivos Sindicatos.

No domingo à noite, a TVI e o Público noticiaram que o Estado está a estudar a aplicação de uma medida de resolução na instituição financeira e que poderá haver uma decisão ainda esta semana.

Essas informações levaram o Ministério das Finanças a publicar uma nota, ao início da madrugada de hoje, a afirmar que está a acompanhar a situação do Banif, nomeadamente a tentativa de venda do banco a um investidor estratégico e a garantir que irá proteger os depositantes.

O Banif emitiu um comunicado ao mercado, também hoje, a dizer que qualquer cenário de resolução ou imposição de uma medida administrativa não tem "sentido ou fundamento", após a divulgação de notícias que dão conta de que o Estado se prepara para intervir no banco.

Esta segunda-feira, a Comissão Europeia disse que qualquer solução a encontrar para o Banif terá que "assegurar a plena proteção dos depósitos garantidos".

O Banco tinha, no final de setembro, cerca de 1700 trabalhadores em Portugal.