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Revisor que afugentou graffiters já foi interrogado pela PSP

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nuno fox

Autoridades tentam perceber qual o papel do funcionário da CP no atropelamento dos três jovens na linha do Minho

A investigação à morte do três graffiters no apeadeiro de Águas Santas, na Maia, já teve desenvolvimentos. O revisor que afugentou alguns dos graffiters que viriam a ser colhidos por um outra composição, que vinha em sentido contrário, foi interrogado por agentes da PSP.

O funcionário da CP foi visto por várias testemunhas a atirar espuma do extintor a pelo menos um dos jovens que estava de cara tapada e a forçar a paragem do comboio. Essa espuma pode ter retirado a visibilidade aos graffiters, que foram apanhados de surpresa pela composição que seguia na linha contrária.

O caso foi entregue pelo Ministério Público à PSP, que tem acelerado o processo nos últimos dias. Uma das principais diligências foi precisamente a de ouvir o testemunho do revisor para perceber se este terá, ainda que indiretamente, contribuído para a morte dos três jovens há precisamente uma semana.Uma das vítimas é portuguesa e duas de origem espanhola.

Ouvido pelo Expresso, uma fonte próxima deste funcionário garante que o revisor da CP estava apenas a cumprir os seus deveres já que “esta linha tem sido alvo de assaltos com alguma frequência”. Segundo a mesma fonte, o revisor deu de caras com um rapaz de rosto tapado, “e não imaginaria que este fosse apenas um graffiter”.

Os três jovens morreram às 20h30 da última segunda feira, dia 7, quando foram colhidos no apeadeiro de Águas Santas por um comboio que ia na direção contrária. O Expresso sabe que as vítimas, com idade entre os 18 e 20 anos, teriam estudado os horários naquela estação, mas ter-se-ão esquecido de verificar a passagem de comboios que não paravam naquele apeadeiro.

  • Graffitis mortais. Porque é que os jovens arriscam tanto?

    Nord, como era conhecido um graffiter de 18 anos de Matosinhos, e dois espanhóis que estavam com ele foram atropelados quando forçaram a paragem de um comboio para o pintar. “São jovens que gostam de confrontar os limites que lhes são impostos por pura diversão”, diz Pedro Soares Neves, um investigador deste fenómeno