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Clientes enchem balcão da sede do Banif no Funchal

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Foto D.R.

Clientes continuaram a bater à porta mesmo depois das 15h, hora de fecho dos bancos. Alguns queriam levantar o dinheiro, outros queriam saber informações sobre as notícias não confirmadas que dão como certo o fim do banco

Marta Caires

Jornalista

Ninguém dá o nome, mas o Expresso falou com alguns dos clientes do banco, como um empresário reformado, que confessou que quer retirar todo o dinheiro que tem depositado no Banif. "Consegui levantar cinco mil euros, mas foi noutra dependência. Não me deram mais, não tinham mais dinheiro. Agora, a minha mulher está lá dentro e eu já levantei 300 euros na caixa. Eu quero tirar os 30 mil que tenho aí."

Já passava das três da tarde desta segunda-feira quando apareceu junto ao balcão da sede do Banif no Funchal, em pleno centro da baixa da cidade, um outro empresário que vinha para levantar a conta-poupança da filha, uma conta com 15 anos. "Nós, assim que a nossa filha nasceu, pusemos o dinheiro numa conta e agora queremos tirar o dinheiro, mas dizem que só amanhã."

As preocupações são as mesmas para todos os clientes que enchem o balcão: salvaguardar o dinheiro das poupanças, numa altura em que a apreensão é muita quanto ao futuro do Banif, um dos bancos com mais implantação na Madeira e originário da região. O banco tem dependências em todos os concelhos da ilha e nasceu da Caixa Económica do Funchal.

O Banif tem também uma relação de proximidade com o Governo Regional da Madeira, com o qual celebrou uma operação de financiamento que Miguel Albuquerque garante estar a funcionar e sem qualquer risco.

Por ser um banco madeirense, é também muito conhecido nas comunidades com origem na região, sobretudo na Venezuela, África do Sul e Estados Unidos. Parte das contas e poupanças dos emigrantes madeirenses está no Banif, assim como as contas de muitos funcionários públicos da Madeira.