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#Facebook. A vez das empresas

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GOSTO. Sinal à porta do quartel-general do Facebook, em Menlo Park, na Califórnia

Já aqui falámos do Facebook at Work (Facebook no Trabalho), a versão profissional da rede social mais famosa do mundo. A nova aplicação já está a ser testada desde o início do ano em cerca de 300 empresas convidadas - incluindo a Heineken, a Century 21 e o Royal Bank of Scotland -, mas nos próximos meses será aberta a qualquer empresa, disse à Reuters um responsável da empresa.

O Facebook at Work, explica Julien Codorniou, diretor de parcerias globais da empresa, terá "95% do que foi desenvolvido para o Facebook", incluindo a cronologia, messenger e opção "Gosto" nos posts, mas contará com alguns produtos exclusivos, como ferramentas de segurança. As maiores diferenças, porém, são a ausência de publicidade e de jogos. O melhor é esquecer o Candy Crush.

Até ao momento, o serviço tem sido gratuito, mas apenas se pode aceder por convite. Quando for aberto a todas as empresas, a rede social planeia cobrar "alguns dólares por mês por utilizador" pelo acesso a serviços premium, como ferramentas analíticas e apoio ao cliente.

Apesar de inicialmente ter sido apontado como um concorrente do Linkedin, que permite aos utilizadores ligarem-se a contactos profissionais, o Facebook at Work está mais focado na colaboração e partilha entre colaboradores da mesma empresa. Um dos potenciais concorrentes é o Slack, uma das estrelas em mais rápida ascensão no firmamento tecnológico. Esta ferramenta de comunicação interna nas empresas tem já mais de 1,7 milhões de utilizadores diários e na última ronda de financiamento foi avaliada em mais de 2,5 mil milhões de euros.

A seu favor, o Facebook tem a familiaridade com o seu produto e o facto de ter 1,4 mil milhões de utilizadores por mês. Argumentos de peso para tentar tomar de assalto um mercado avaliado em 5,5 mil milhões de euros.