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Ricardo Salgado já pode sair de casa

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Antigo presidente do BES deixa prisão domiciliária e fica sujeito a termo de identidade e residência. Decisão é do juiz Carlos Alexandre, que acedeu a um pedido da defesa do banqueiro

140 dias e três milhões de euros depois, o banqueiro Ricardo Salgado deixa de estar em prisão domiciliária e passa a ser um homem quase livre, sujeito a termo de identidade e residência, tendo que se apresentar periodicamente na esquadra da sua área de residência. A decisão resulta de um pedido da defesa,a cargo do advogado Francisco Proença de Carvalho, com que o Ministério Público concordou e que a que o juiz Carlos Alexandre acedeu.

O banqueiro foi detido a 24 de julho deste ano e depois de sete horas de interrogatório ficou sujeito a prisão domiciliária, à proibição de contactar os outros arguidos e ao pagamento de 3 milhões de euros. Ainda recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa, que manteve a prisão preventiva, agora revogada pelo juiz Carlos Alexandre.

Neste processo, Ricardo Salgado e mais seis arguidos são suspeitos da prática de sete crimes, a saber: falsificação de documentos, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no sector privado e branqueamento de capitais.

Entre os arguidos neste processo estão Isabel Almeida, ex-diretora financeira do BES, António Soares, ex-diretor do BES-Vida, Pedro Luís Costa, ex-administrador da Espírito Santo Ativos Financeiros, e Cláudia Boal Faria, ex-diretora do departamento de gestão de poupança do BES. Ricardo Salgado foi entretanto constituído arguido noutro processo, o Monte Branco.

Nestes pouco mais de quatro meses, a casa de Ricardo Salgado tem sido vigiada por um agente da PSP, que vai poder regressar à esquadra.