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Salário mínimo vai ter nova reunião, Governo deixa 2017 e 2018 em aberto

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Luís Barra

Programa do PS inscreve valores para quatro anos de legislatura, mas só foi colocado em cima da mesa o ponto de partida (montante para o próximo ano) e o ponto de chegada (em 2019). CGTP diz que tem “disponibilidade para melhorar a proposta apresentada”, CIP não está convencida com o aumento previsto para 2016

Marta Gonçalves

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Luís Barra

Luís Barra

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Fotojornalista

Os parceiros sociais voltam a reunir-se na próxima terça-feira para discutirem o aumento do salário mínimo nacional. O processo negocial foi aberto esta quinta-feira em sede de concertação social e Carlos Silva, da UGT, adiantou que o Governo só avançou com o valor para 2016 (€530) e para 2019 (€600), deixando em aberto a margem negocial para os anos intermédios.

O programa dos socialistas é bastante preciso quanto aos montantes desejados: referia €530 para 2016, €557 no ano seguinte, €580 em 2018 e €600 em 2019. Tendo em conta as palavras de Carlos Silva, 2017 e 2018 ficam em aberto - refira-se que o PCP queria já €600.

“O essencial [da reunião] passou pela atualização dos valores do salário mínimo nacional. Apresentaram um ponto de partida de 530 euros e um ponto de chegada aos 600 euros”, avançou Carlos Silva, líder da UGT, à saída do encontro, em Lisboa.

A questão do aumento do salário mínimo “continua em aberto” e, por essa razão, foi marcada para a próxima terça-feira, pelas 15h, nova reunião em sede de concertação social para se discutir “exclusivamente” esta matéria. “Se no próximo dia 15 houver um acordo, será para entrar em vigor a 1 de janeiro de 2016”, garantiu Carlos Silva. “Espero que haja fumo branco em relação à atualização do salário minímo.”

Arménio Carlos, da CGTP, sublinha que é “essencial” ter um acordo fechado com brevidade e que a 1 de janeiro “todos saibam qual vai ser o aumento dos salário mínimo”. “O que ficou visto foi a disponibilidade de todos, independentemente do ponto de vista, para marcar um reunião no dia 15. Na altura logo veremos se o Governo está em condições de subir a sua proposta. Acreditamos que há essas condições” .

Luís Barra

O líder da CGTP refere ainda que ainda não pode assumir a “assinatura de um acordo” que ainda nem entrou em fase de discussão. “Temos disponibilidade para conversar e melhorar a proposta apresentada pelo Governo”.

Á saída da reunião, António Saraiva, da Confederação Empresarial de Portugal - CIP, sublinhou que os indicadores que possui não chegam para fixar o salário mínimo em 530 euros já em 2016. “Não há aqui uma proposta finalizada, há a vontade. Há uma proposta apresentada pelo Governo que suporta o valor dos 530 euros. Vamos analisar a proposta, mas os atuais indicadores que dispomos não apontam para esse valor. Reconhecemos que é preciso aumentar, mas com razoabilidade.”

Já Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo Português, propõe que a atualização do salário mínimo seja feita anualmente. “Estamos disponíveis para discutir o ordenado mínimo para 2016 e estamos disponíveis para estar aqui sentados em setembro de 2016 para discutir o salário mínimo para 2017.”

Luís Barra