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Jornal “Público” abre programa de rescisões com trabalhadores

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Administração diz que “caso a execução do plano agora dado a conhecer não atinja dimensão adequada às necessidades de reestruturação”, não “põe de parte a necessidade de recorrer a outras medidas”. Despedimento coletivo volta ao horizonte do "Público" três anos depois

O jornal "Público" abriu um programa de rescisões voluntárias, a que os trabalhadores podem aderir até 6 de janeiro próximo, no âmbito de uma reestruturação mais alargada, que inclui o fim da publicação da revista 2 já em janeiro.

A administração do "Público" enviou um comunicado aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso, na qual fala nas dificuldades de viabilidade que o jornal enfrenta e na necessidade de reduzir custos, o que passa por um programa de rescisão voluntária.

Segundo apurou o Expresso, na origem desta medida está o facto de o "Público" estar na iminência de fechar o exercício deste ano com um prejuízo na ordem dos três milhões de euros. Um prejuízo similar ao que o jornal registou em 2012, quando decidiu avançar com o despedimento coletivo de 48 trabalhadores para tentar alcançar uma poupança anual de custos na ordem dos 3,5 milhões de euros.

No comunicado enviado aos trabalhadores do jornal, a administração do "Público" não quantifica o número de rescisões amigáveis que pretende atingir, nem o montante dos custos a reduzir com este processo. Mas não coloca de parte a possibilidade de voltar a avançar com um despedimento coletivo na empresa: a necessidade de reduzir custos com pessoal é descrita como um "objetivo inelutável", assumindo a administração que "não põe de parte a necessidade de recorrer a outras medidas para cumprir o mesmo propósito, caso a execução do plano agora dado a conhecer não atinja dimensão adequada às necessidades de reestruturação".

"Para o efeito e num primeiro momento, convidamos os nossos trabalhadores e outros colaboradores a avaliarem e decidirem da oportunidade de cessação da respetiva relação contratual, por acordo e em condições financeiras mais favoráveis do que as previstas na lei", lê-se do documento, que acrescenta que os trabalhadores podem aderir ao programa de rescisões até 6 de janeiro, sendo objetivo da empresa concluir esse processo até ao dia 15.

Outra das medidas que vão avançar desde já é "o termo da publicação impressa da Revista 2, previsto para o início do próximo mês de janeiro", com a administração a dizer que a poupança conseguida não é suficiente, motivo pelo qual se vê "por isso forçada a prosseguir com a restruturação do Público, para obter também redução de custos com pessoal".