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ASAE. 240 processos-crime por fraude nos alimentos

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Tiago Miranda

Os sectores da carne e produtos cárneos, do azeite, dos produtos lácteos e das bebidas alcoólicas são os mais afetados

Já pensou que muitas vezes está a comprar um produto que não corresponde ao que está escrito no rótulo associado? Segundo a edição desta quarta-feira do jornal "Público", este ano a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) já instaurou 240 processos-crime relacionados com fraudes de alimentos para o consumidor.

"Verificam-se mais nos sectores da carne e produtos cárneos, no azeite, nos produtos lácteos, nas bebidas alcoólicas, nomeadamente as aguardentes e os vinhos", afirma fonte oficial da ASAE ao matutino. Já foram encontrados bifes de peru que afinal eram de soja e massa de leite que não passava de pasta vegetal. O consumidor é enganado pela informação que está disponível do rótulo associado aos produtos.

Com o objetivo de combater o problema, a Comissão Europeia e os Estados-membros alertam para a importância dos rótulos, que muitas vezes são ignorados pelos consumidores. "Mudámos da mera descrição da composição de um produto para informação muito mais valiosa para o cidadão europeu, como a informação nutricional", refere Horácio Aleman, membro do think thank europeu Farm Europe.

É certo que hoje em dia as pessoas têm um maior cuidado com a alimentação e recorrem à prática do exercicio físico para ajudar no processo de vida saudável. Com isto, desde dezembro de 2014 que existem novas regras nos rótulos dos produtos, nomeadamente os valores diários de referência relativos ao sal ou ao açúcar. De acordo com Pedro Queiroz, diretor-geral da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, o consumidor " tem revelado ao longo dos anos" ser "cada vez mais consciente do que consome", diz ao "Público"