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Novembro foi o mês mais quente dos últimos 34 anos em Portugal

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Ben Pruchnie/Getty Images

Dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera mostram que o valor médio mensal da temperatura máxima do ar foi de 18,58 graus Celsius

O mês de novembro foi o mais quente dos últimos 34 anos em Portugal, tendo sido registada uma onda de calor em alguns locais do território continental, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o boletim climatológico do IPMA, publicado na sua página da Internet, novembro "caracterizou-se como um mês muito seco e quente, com um valor médio mensal da temperatura máxima do ar (18,58 graus Celsius) muito superior ao normal, sendo o quinto valor mais alto desde 1931 e o valor mais alto dos últimos 34 anos".

O IPMA indicou também que o valor médio da temperatura média do ar (13,42 graus Celsius) foi superior ao normal, sendo o terceiro valor mais alto dos últimos 20 anos. No boletim é destacado que no período de 6 a 14 de novembro passado ocorreram valores da temperatura máxima diária do ar mais altos que o valor normal.

Naquele período ocorreu, segundo o IPMA, uma onda de calor em alguns locais do território, sendo que em Braga se prolongou por dez dias e em Montalegre e Elvas durante nove dias.

O IPMA explica que as ondas de calor podem ocorrer em qualquer altura do ano, sendo mais notórias e sentidas pelos seus impactos, quando ocorrem nos meses de verão.

Segundo o instituto, uma onda de calor ocorre "quando num intervalo de, pelo menos seis dias consecutivos, a temperatura máxima do ar é superior em cinco graus centígrados ao respetivo valor médio da temperatura máxima (no período de referência 1961-1990)".

No boletim é também destacado que o "valor médio da quantidade de precipitação em novembro (53,6 milímetros) foi muito inferior ao valor médio (109,4 milímetros) ".

"Os valores da quantidade de precipitação inferiores aos de novembro de 2015 ocorreram em cerca de 20% dos anos, sendo o 5º valor mais baixo desde 2000", revelou o IPMA.

No entanto, no dia 1 de novembro, uma depressão centrada na região de Faro afetou a região do barlavento algarvio entre as 3h e as 15h, com particular incidência na região entre Portimão e Faro, originando precipitação forte e persistente e a ocorrência de trovoada.

De acordo com o boletim climatológico, as estações onde se registaram os valores de precipitação mais elevados (superiores a 100 milímetros) foram todas no Algarve, na região entre Portimão e Faro, nomeadamente em Algoz, Paderne, São Bartolomeu de Messines e Faro.
O valor mais alto em 24 horas ocorreu em Algoz, distrito de Faro, com 144,8 milímetros.

O IPMA destacou também que os valores mais baixos da temperatura mínima ocorreram em Lamas de Mouro (-5 graus), no concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo, e o maior valor da temperatura máxima em Pegões (28,5 graus), concelho do Montijo, distrito de Setúbal.

O boletim indica ainda que no final de novembro aumentou a área em situação de seca meteorológica fraca que se verifica nalguns locais da região sul e que agora se estende à região centro.

De acordo com o índice meteorológico de seca do IPMA, em 30 de novembro cerca de 51% do território estava em situação de seca fraca e cerca de 1% em seca moderada.