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Mais desempenho que estilo

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D.R.

O Zenfone 2 tem algumas características de topo, com destaque para os 4 GB de memória, e custa, no mercado livre, menos de metade dos smartphones de referência. Mas será uma ameaça para os Galaxy S6 ou iPhone 6? Sim e não, como vamos ver já a seguir

No mercado nacional, a Asus só vai comercializar o Zenfone 2 com quatro gigabytes (GB) de memória RAM. Este tipo de memória não deve ser confundido com a memória dedicada ao armazenamento, onde, por exemplo, as apps, as fotos e os documentos ficam armazenados. A memória RAM é outra coisa completamente diferente. É a memória que está ligada diretamente ao cérebro (processador), e que, por isso, afeta diretamente o desempenho do sistema.

As vantagens da memória extra são evidentes no dia a dia. A comutação entre apps é muito mais rápida, por mais software que se instale e use. E não se perde o “foco” quando se comuta entre aplicações. Se tem um smarpthone Android com pouca memória, certamente conhece bem este problema. Por exemplo, podemos estar a correr um jogo com gráficos 3D, mudamos para a câmara e voltamos para o jogo no ponto onde estávamos. Neste campo, o Zenfone 2 não fica atrás de nenhum outro concorrente. Aliás, a maioria dos smartphones topo de gama, que custam o dobro ou mesmo mais, não tem mais de 2 ou 3 GB de memória RAM.

Ecrã vasto

O bom ecrã de 5,5" polegadas ocupa 72% do painel frontal, o que faz com que o smartphone não seja maior que alguns modelos com ecrã mais pequeno. Mas, por outro lado, este é um telemóvel mais “gordo” do que aparenta. A Asus refere 3,9 mm de espessura, mas isso só acontece na parte mais fina, porque o painel traseiro é curvo, um pouco ao estilo dos LG G3/G4. E, também como o LG, temos controlo de volume na traseira, junto à câmara, o que é prático para controlar o som quando estamos a falar ao telemóvel.

O Android 5.0 fornecido tem várias modificações da Asus, como possibilidade de criar um “ambiente” público e outro privado, modo criança, apps interessantes para garantir a segurança e o desempenho (gestão da bateria e da memória, por exemplo) e muitas opções de personalização gráfica. No entanto, esta interface não tem a sofisticação que os concorrentes topo de gama aparentam e algumas das opções foram claramente criadas para utilizadores mais especializados.

E por falar em personalização, a Asus está a oferecer uma capa criada em Portugal pela Storytailors. Um toque interessante, mas disponível apenas na eShop da Asus.

Mais “memória que cabeça”

No global, o processador de quatro núcleos da Intel fica atrás, por exemplo, dos processadores dos novos iPhone 6s ou Galaxy S6. Não tanto nos gráficos, onde o Zenfone 2 até consegue liderar em alguns testes. Na prática, não sentimos qualquer falta de desempenho, muito pelo contrário. Os 4 GB já referidos parecem ser mais importantes que a capacidade dos processadores. Mas ficámos desiludidos com a autonomia: não é preciso abusar muito para termos menos de um dia de bateria. Felizmente, a carga é muito rápida: 0 aos 60% em pouco mais de meia hora.

A câmara está próxima das melhores do mercado. Não só na definição real como, mais importante, no modo como consegue lidar com cenas com diferenças de luz acentuada ou muito escuras. Mesmo a lente está bem acima da média, porque elimina bem reflexos. É também rápida a focar. No que à câmara diz respeito, o Zenfone 2 até consegue bater alguns topos de gama.

Em suma, se procura um smarpthone Android bastante rápido e carregado de tecnologia, o Zenfone 2 é uma excelente opção porque custa bem menos que os terminais tecnologicamente equivalentes. Por outro lado, este Asus fica abaixo das expectativas para quem valoriza mais o design e a personalização da interface.